Muita gente cita frequentemente estas palavras da Bíblia - creio que do Evangelho segundo S. Mateus - de tal maneira que foi um «conhecimento» que fomos adquirindo, por repetição.
Venho agora insurgir-me contra a manifesta acumulação de cargos que verifico diarimente.
Se lhes está prometido o reino dos céus, será que não há incompatibilidade com o domínio crescente de cargos, que vão ocupando no reino terrestre?
Não há quem ponha cobro a isto?
Não lhes chega o dos céus?
Que inferno!
Ai, perdão...será que os extremos se tocam mesmo?...
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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1 comentário:
não sei se o ensinamento oral transcrito não nos terá pregado uma partida...
será que a bem-aventurança não se destinava aos "pobres de espírito" mas sim aos de "espírito pobre"?
(é que isso já explicava muita coisa... )
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