Gosto de escritores que são eruditos.
Gosto de escritores que mostram a sua erudição.
Gosto de escritores que investigam para escrever.
Gosto de pedaços puros de erudição, de mergulhar num tema e sentir que estou a falar com um especialista.
Assim foi hoje a leitura do capítulo VI de O Clube Dumas, de Arturo Pérez-Reverte, sobre o trabalho das tipografias ao longo dos tempos.
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
quarta-feira, 20 de maio de 2020
Leituras
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