Primeiro tempo da manhã.
- Quero pedir-vos desculpa por não trazer os testes, mas, como estive doente...
- Esteve doente, Professora?
- Sim e...
- Já está bem?
- Já, sim, obrigada.
- Isso é que importa!
E o sorriso genuíno daquele rapazinho simples iluminou todo o meu dia.
Recordei-me de um texto de José Tolentino Mendonça: "Não há dia nenhum em que não nos visite um anjo: acompanhando a trajetória do nosso arco irresolúvel, sacudindo-nos da caliça do desâimo e do sono, guiando-nos, para lá do cerco, ao instante límpido."
O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas, p. 162
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
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