Quando eu passei, o velhote atirou-me:
"Então, menina? Como estamos de esperança nesta linda manhã de Primavera?"
E eu não pude evitar um grande sorriso...aumentando-lhe a esperança, de acordo com a manhã de Primavera.
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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