Há crianças que já não sabem o que é o Natal.
Para ela é a época das férias e das prendas.
Não sou por aí além ferranha das tradições da Igreja, mas fiquei muito triste quando percebi isto na sala de meninos mais pequenos a quem dou "Apoio ao Estudo", seja lá isso o que for.
Talvez também por isso cada vez mais pessoas chega contrariada ao Natal, sem vontade nem tempo para ter os filhos em casa, sem dinheiro para as prendas.
E não era nada disto!
Eu continuo imbuída do espírito natalício, a desejar Boas Festas a toda a gente, mesmo que receba em troca um resmungo e veja em todos eles a observação de alguém que diz que eu bem posso gostar assim tanto do Natal porque não faço nada, vou para casa de outros onde encontro tudo feito.
Pode ser verdade. Mas eu gosto muito do Natal.
Este ano estamos à espera de um príncipe para breve, Já tem o berço, muitos presentes e o Amor de todos o que o esperam, como no Natal primordial.
Feliz Natal a todos os que por aqui vão passando!
Quantos postais de Boas Festas não terão sido escritos em escrivaninhas como a que escolhi para imagem!
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Na tal data que todos festejamos
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