"O barco oscilava como um berço. O mar parecia querer adormecer a tripulação. O velho marinheiro assobiava uma música perdida no tempo. Quando uma vaga atacou o barco de surpresa, ninguém teve reacção. Apenas o velho esboçou um sorriso. Ele sabia que um mar calmo nunca fez de ninguém um bom marinheiro."
colhido em microcontos
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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