Nunca me esquecerei que quando era criança li um livro cuja dedicatória era "Para os filhos dos homens que nunca foram meninos".
E acreditávamos nessa altura que o "tempo velho" nunca mais voltava. Que todas as crianças em Portugal teriam o direito de o ser e de viver felizes a sua condição infantil...
Nota: O livro era "Esteiros" de Soeiro Pereira Gomes e a sua dedicatória foi a frase que escolhi para uma conferência sobre o que é a Escola hoje; a Escola Pública, o exercício pleno do Direito à Educação expresso na nossa Constituição.
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sábado, 1 de junho de 2013
Dia da Criança
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2 comentários:
DIÁLOGO
Levarás
pela mão
o menino
até ao rio. Dir-lhe-ás
que a água é cega
e surda. Muda,
não. Que o digam
os peixes, que em silêncio
com ela sustentam
seu diálogo
líquido, de líquidas
sílabas
de submersas
vogais.
Albano Martins
Não é isto, afinal, ensinar?
Beijito, Miss ensinadora.
"Um dos problemas da utopias é elas não se realizarem, professora". Ele começou assim uma das suas muitas conversas de final de aula de História de 8º ano.
Falei-lhe do conceito de Utopia, da forma como as utopias são importantes fazendo com que "o mundo pule e avance"...E de repente estava a tocar para reentrarmos noutras aulas.
E tudo valia a pena!
Beijito, Mestre!
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