de uma segunda-feira. E eu estafadinha de todo, que os testes parecem crescer em tamanho e em disparates.
A porta da escola aproximava-se como saída tentadora, mas os testes que pesavam na mala lembram-me que a caneta vermelha estava ontem quase a acabar.
- Boa tarde, D. Teresa. Venda-me aí uma caneta vermelha, daquelas que o Ministério nos havia de pagar que é material de desgaste do trabalho que pagamos com o nosso ordenado.
- Professora: é das mais baratas?
- Baratas? Que nojo! Prefiro moscas.
E lá sorrimos e rimos, que a tristeza (que um dia destes ficará incrustada) não melhora em nada o nosso ambiente de trabalho.
Com a caneta Barata, desligo a televisão para que se não ouça nem uma Mosca e recomeço, cada vez com menos alento, o calvário dos testes.
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário