Como Bancário:
"Bom dia. Quero saber se o meu obstrato já chigou."
"Queria o nibel da conta."
"Queria um carneiro de cheques."
"Dou o meu abalo ao suscritor."
"Quero dissolver esta conta."
"Desculpe, a partir de que valor é que a conta fica negativa?"
"A sua colega que está na máquina multibanco ficou-me com as notas!"
"A máquina comeu o meu cartão Securitas!"
"O multibanco enganou-se. Posso falar com a senhora que está para ali a falar dentro da máquina?"
"Queria fazer umas perguntas sobre aquele cartão nespresso."
"Estou muito nervosa, o meu cartão foi extraviolado..."
"Bom dia. Tou a chegar agora da França e venho aqui para ver se os seus chiffres batem com os meus..."
"Porque é que os cartões agora têm um chispe?"
(com os agradecimentos ao Mestre Mendes, que me enviou estas belas citações, que por aqui ficam devidamente guardadas)
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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1 comentário:
será por isto que os bancos estão como estão? :)
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