De que cor será?
E o desespero?...Amarelo-torrado...
Mas não consigo atribuir cor à desilusão...
A desilusão é um piscar de olhos pestanudos, encharcados...mas não tem cor.
Poderá a desilusão ser a ausência de cor?...
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
2 comentários:
A cor da lua nova
Com crisântemos entre as mãos,
manuseio ideias fixas
e pinto de vermelho todos os segredos
que guardo pouco à vontade.
Depois, ao comprido das horas,
escolho um lugar estratégico para esperar a alegria
e dou ao coração nomes contraditórios.
A passagem do tempo traça em meus pés
um futuro peregrino.
Nenhum prodígio me está destinado.
Só a brisa, entrando pelo avesso dos sonhos,
infatigável e lenta, me deixa no olhar
a cor da lua nova.
Graça Pires
'Tá perdoado...
Enviar um comentário