domingo, 25 de abril de 2010

Será que é fundamentalismo

meu (a favor e contra), estranhar que, no dia de hoje, a primeira notícia do serviço noticioso da sic seja sobre futebol? A segunda - e longa - foi sobre o 25 de Abril...

4 comentários:

  1. Apetece-me mais Ary...

    Da condição humana

    Todos sofremos.
    O mesmo ferro oculto
    Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta
    O mesmo sal nos queima os olhos vivos.
    Em todos dorme
    A humanidade que nos foi imposta.
    Onde nos encontramos, divergimos.
    É por sermos iguais que nos esquecemos
    Que foi do mesmo sangue,
    Que foi do mesmo ventre que surgimos.


    Ary dos Santos

    O que "vende" o 25 de Abril?
    Pouco! E pelos desejos dos patrões da comunicação social, nem venderia nada!
    Futebol, fado, Fátima e sangue – eis o que dá dinheiro e não põe ideias libertárias na cabeça de ninguém.

    Peço desculpa ao Ary, mas esses senhores não foram paridos pelo mesmo ventre que nós!

    ResponderEliminar
  2. A mim apetecia-me mais Ary, mais Revolução, mais País...
    Queria muito perceber o que axonteceu a todo o enstusiasmo, a toda a ternura, a toda a força que existia naquela altura...
    A maior pate das pessoas não se quer convencer de que a Liberdade implica Responasabilidade! E os «filhos da revolução» cuidaram muito pouco da revolução. E eu estou muito, muito preocupada com este País.
    Mas, bem, hoje talvez seja dia de esperança e não de descrença.

    ResponderEliminar
  3. Também a mim, já "semos" dois.

    Quanto daria para reviver aquilo tudo de novo!

    Quanto ao país, acho que andamos há anos laborando num erro com raízes religiosas: tentamos encontrar um deus, um pai – em última análise um responsável que nos ilibe.

    Temos que pegar o nosso destino com as nossas mãos, unidas jamais serão vencidas!, lembra-se?

    Como diz o poeta:

    Cântico da esperança

    Não peça eu nunca
    para me ver livre de perigos,
    mas coragem para afrontá-los.

    Não queira eu
    que se apaguem as minhas dores,
    mas que saiba dominá-las
    no meu coração.

    Não procure eu amigos
    no campo da batalha da vida,
    mas ter forças dentro de mim.

    Não deseje eu ansiosamente
    ser salvo,
    mas ter esperança
    para conquistar pacientemente
    a minha liberdade.

    Não seja eu tão cobarde, Senhor,
    que deseje a tua misericórdia
    no meu triunfo,
    mas apertar a tua mão
    no meu fracasso!


    Rabindranath Tagore
    (tradução de Manuel Simões)

    Porque todos os dias são de esperança, toda a esperança é possível!

    Uma muito boa noite, sonhinhos agradáveis, talvez com marceneiros ternurentos...

    ResponderEliminar
  4. Belíssimo cântico!
    Só hoje vi esta mensagem, mas tentarei "recuperar" os marceneiros ternurentos para os sonhos de hoje.
    Não é voto que se desperdiçe! :-)

    ResponderEliminar