"Todos os períodos de decadência contestaram a autoridade, discutiram contra ela e, por esta razão, acabaram nas cadeias do autoritarismo. Todas estas épocas disseram da autoridade, menosprezando-a, que ela não passava de um rito. Pois lhes digo: retirem a qualquer sociedade humana os seus ritos e esta se fará em pedaços...ou inventará outros. Ora a autoridade do professor nada tem a ver com policialismo; tem sim a ver com a conquista de uma disciplina de vida que não se aprende em manuais, mas na própria escalada dos obstáculos naturais. Compete àquele que lidera seus educandos auxiliá-los a não fazer uma imagem fantasiosa da vida cotidiana, como se esta fosse apenas um grande brinquedo. Para deixar nascer a disciplina não é nem nunca foi necessário sufocar o lúdico ou eliminar a alegria. A vida não é isto ou aquilo, mas é na verdade isto e aquilo."
Morais, Regis de, Entre a Jaula de Aula e o Picadeiro de Aula in Sala de Aula: Que Espaço é esse?, Campinas, 2005 (19ª edição), p. 28
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
domingo, 7 de março de 2010
Crise da Escola ou a Hipoteca do Futuro
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1 comentário:
110% de acordo!
estive há pouco a seguir o debate na tv (onde o nuno crato relembrou o saudoso prof. rómulo de carvalho...) e só me admira que, com tanta gente aparentemente de acordo e a pensar assim, ainda não se tenha corrigido o que é necessário...
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