
Afinal havia uma foto do dia em que fomos, sem máquina, fazer turismo para Lisboa.
Os telemóveis também são máquinas fotográficas e esta chegou por email (obrigada, Rui!) depois do meu lamento.
Olhem lá Lisboa!
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
1 comentário:
As palavras lindas:
Lisboa
Lisboa tem um vestido azul feito de
mar e guerra.
E cheira a laranjas maduras.
Quando as gaivotas trazem no bico
os primeiros pedaços de sol para acender o dia,
Lisboa deixa correr os cabelos pelo Tejo
e o povo pelas ruas.
À mesma hora, a coragem agita no sangue
duas grandes asas inquietas.
Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,
derrubando acácias,
cantando hinos de espuma
E porque toda a coragem é necessária,
toda a esperança é legítima.
Joaquim Pessoa
Vale a pena ouvir e reouvir isto e o que se lhe segue, na voz ímpar de Carlos Mendes:
http://www.youtube.com/watch?v=icMXX85IiP8
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