"Aqui estou eu,
Sou uma folha de papel vazia.
Pequenas coisas,
Pequenos pontos,
Vão-me mostrando o caminho.
Às vezes aqui faz frio.
Às vezes eu fico imóvel,
Pairando no Vazio.
As vezes aqui faz frio.
Sei que me esperas,
Não sei se vou lá chegar;
Tenho coisas p'ra fazer,
Tenho vidas para acompanhar.
Às vezes lá faz mais frio.
Às vezes eu fico imóvel,
Pairando no vazio.
No perfeito vazio,
Às vezes lá faz mais frio.
(lá fora faz tanto frio)
Bem-vindos a minha casa,
Ao meu lar mais profundo,
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo.
Às vezes tu tens mais frio.
Às vezes eu fico imóvel,
Pairando no vazio,
No perfeito vazio.
Às vezes lá faz mais frio,
No teu peito vazio..."
Perfeito Vazio, Xutos e Pontapés
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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