"Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse,
Do que disse não gostei."
António Aleixo
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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5 comentários:
Confiança
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que não se prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova.
Miguel Torga
E de tanto ler, saber e coleccionar poesia, não será o Professor também Poeta?...
Não, poeta nunca fui nem serei, a não se que ensandeça de vez.
Gosto de poesia porque ela possui o dom de ser sempre diferente, dependendo de por quem e em que momento é lida.
Um poema nunca é "apenas" aquele que lemos uma vez, mas sempre uma nova descoberta.
Você diz que não percebe de poesia! Tal como eu: sente-a, que é a melhor maneira de a (re)conhecer.
E, como guardadora de palavras, seja guardiã do que melhor temos em Portugal...
Obrigada então, por me dar a conhecer essas palavras que eu quero sentir, amar e guardar.
quem ri quando goza
é poesia
até quando é prosa
Alice Ruiz
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