Já a manhã ia a mais de meio quando me dei conta que não estava no primeiro dia de Março, mas sim no último de Fevereiro, mês que desta feita tem mais um dia que o costume.
Claro que já passei muitos anos bissextos, mas só hoje me deu para pensar que este ano e este dia podem ter algo de especial.
Este ano é especial para mim. De calma e muitas aprendizagens.
Uma dessas aprendizagens é que, de facto, por muito que gostemos de controlar e de planear, há muitas coisas que escapam ao nosso controle e é bom que aprendamos a lidar com isso.
Vem esta reflexão a propósito de todos os preparativos que fiz para ir este ano à China, crente que tinha tudo o que precisava: vontade, dinheiro e tempo. Tornei este ano num ano excepcional por ter criado todas as condições para empreender a minha viagem à China, proporcionar uma forte experiência e vir de lá diferente. Afinal algo que me escapa completamente (e que nada tem a ver comigo) prova-me que este ano é um ano especial por muitas coisas, inclusivamente por não ir à China e por aprender a aceitar que por muito que façamos planos e tomemos providências temos que estar preparados para lidar (e aceitar) o imprevisto, o imponderável.
Talvez conseguir compreender e aceitar isso torne este ano mais especial do que se os meus planos se tivessem concretizado.
Parece que estou feliz com o vírus? Não, não estou. E claro que há uma certa tristeza e desilusão por não poder realizar o que planeei, mas há uma grande satisfação pela lição aprendida e por estar a conseguir viver este ano com calma e tranquilidade. E grata por isso.
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Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sábado, 29 de fevereiro de 2020
domingo, 23 de fevereiro de 2020
E incrível como me torno muito activa, fazendo muitas coisas, só porque quero ter um pretexto para não fazer uma coisa.
Os subterfúgios que internamente a minha mente cria para evitar algo. E esse algo é mesmo o que me faz bem. Então porque o evito?
Os subterfúgios que internamente a minha mente cria para evitar algo. E esse algo é mesmo o que me faz bem. Então porque o evito?
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
Aurora
Continuando no tema da luz, da falta dela, da percepção do seu ritmo e intensidade, escolho agora a palavra aurora.
Segundo o Priberam é a "parte do dia que precede o nascer do sol", o que me deixa uma dúvida: antes do nascer do sol é dia? Ou noite? E a aurora, onde fica?
Aurora é também sinónimo de princípio, início e não só de dia. Opõe-se ao crespúsculo em diversos sentidos e traz consigo uma luminosidade que é força de arranque.
É também um nome próprio feminino. De gente com força e luz, certamente.
Segundo o Priberam é a "parte do dia que precede o nascer do sol", o que me deixa uma dúvida: antes do nascer do sol é dia? Ou noite? E a aurora, onde fica?
Aurora é também sinónimo de princípio, início e não só de dia. Opõe-se ao crespúsculo em diversos sentidos e traz consigo uma luminosidade que é força de arranque.
É também um nome próprio feminino. De gente com força e luz, certamente.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Falha ou talvez não
Ontem falhei na minha determinação de escrever algo por aqui. Mas foi por uma boa causa, acreditem!
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Partículas de Felicidade
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Medo
"- Agora que já não tenho medo, compreendo que o medo foi uma constante da minha vida.
-E agora já não tens medo?
-Não.
-Perdeste o medo?
-Sim.
-Tens a certeza?
-Não. Mas tenho quase...a certeza.
-E agora não tens medo de nada?
-Hum...tenho só de uma coisa.
-O quê?
-De voltar a ter medo.!"
-E agora já não tens medo?
-Não.
-Perdeste o medo?
-Sim.
-Tens a certeza?
-Não. Mas tenho quase...a certeza.
-E agora não tens medo de nada?
-Hum...tenho só de uma coisa.
-O quê?
-De voltar a ter medo.!"
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Escrevinhador
Porque é tão difícil um escritor classificar-se como tal?
Há tempos fui ouvir Jeffrey Archer na Feira do Livro que preferiu classificar-se como "um contador de histórias", reservando o título de escritor para vultos como Doistoievsky ou Joyce. Agora é um texto de Rodrigo Guedes de Carvalho (um excelente prefácio de um dos pequenos volumes das Mil e Uma Noites) que se dirige "aos colegas escrevinhadores".
Porque é tão difícil um escritor assumir-se como tal?
Porque temos deles uma imagem tão elevada que não ousaremos igualar-nos. Creio que na mente de muitos escritores há uma barreira psicológica (modéstia falsa ou verdadeira) que os impede de assumir tal título, desejando (secretamente, mesmo lá no fundo de si) que, após a sua morte, a história os imortalize como tal. Ser Escritor será assim um caminho, uma progressão, um percurso para chegar ao epíteto: Escritor! A meta almejada.
Há tempos fui ouvir Jeffrey Archer na Feira do Livro que preferiu classificar-se como "um contador de histórias", reservando o título de escritor para vultos como Doistoievsky ou Joyce. Agora é um texto de Rodrigo Guedes de Carvalho (um excelente prefácio de um dos pequenos volumes das Mil e Uma Noites) que se dirige "aos colegas escrevinhadores".
Porque é tão difícil um escritor assumir-se como tal?
Porque temos deles uma imagem tão elevada que não ousaremos igualar-nos. Creio que na mente de muitos escritores há uma barreira psicológica (modéstia falsa ou verdadeira) que os impede de assumir tal título, desejando (secretamente, mesmo lá no fundo de si) que, após a sua morte, a história os imortalize como tal. Ser Escritor será assim um caminho, uma progressão, um percurso para chegar ao epíteto: Escritor! A meta almejada.
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