"A Democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros"
Sérgio Godinho
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
domingo, 25 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Período de Reflexão 2
"Vocês fizeram os dias assim!"
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Dúvidas,
Palavras Doridas,
Palavras repetentes
Período de reflexão
O Euromilhões!
Desde que me lembro que faço um exercício de pensar o que faria com o "bolo" do Totoloto ou Totobola ou do mais recente Euromilhões. Nunca concluo nada de muito espetacular, mas concluo sempre, sempre, que não deixaria de trabalhar. Sempre que estas conversas surgem em contexto de sala de aula, esclareço sempre que trabalhar é uma obrigação, mas sobretudo é um direito, que eu sou feliz a fazer o que faço e que uma vida sem escola não seria nada de agradável para mim.
Dizia...pensava...
Hoje, pela primeira vez, quando o jornalista disse que daí a pouco seria sorteado o Euromilhões, cujo prémio era 54 milhões ou uma enormidade assim, eu "disparei": Se eu ganhasse o Euromilhões deixava a Escola!
E estou assombrada desde então.
Como é que me fizeram isto?
Como é que eu fiquei assim?
O que vou agora fazer comigo?
Estou tão triste!
Desde que me lembro que faço um exercício de pensar o que faria com o "bolo" do Totoloto ou Totobola ou do mais recente Euromilhões. Nunca concluo nada de muito espetacular, mas concluo sempre, sempre, que não deixaria de trabalhar. Sempre que estas conversas surgem em contexto de sala de aula, esclareço sempre que trabalhar é uma obrigação, mas sobretudo é um direito, que eu sou feliz a fazer o que faço e que uma vida sem escola não seria nada de agradável para mim.
Dizia...pensava...
Hoje, pela primeira vez, quando o jornalista disse que daí a pouco seria sorteado o Euromilhões, cujo prémio era 54 milhões ou uma enormidade assim, eu "disparei": Se eu ganhasse o Euromilhões deixava a Escola!
E estou assombrada desde então.
Como é que me fizeram isto?
Como é que eu fiquei assim?
O que vou agora fazer comigo?
Estou tão triste!
terça-feira, 20 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Filosofia Zen
"Um viajante chegou a uma humilde cabana onde se dirigiu pedindo água e abrigo. Quando chegou, foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa, e sobretudo, na ausência de mobília, curioso indagou:
- Onde estão os teus móveis?
- Onde estão os teus? - devolveu o monge.
- Estou aqui só de passagem - respondeu o andarilho.
- Eu também."
colhido na revista Zen Energy
- Onde estão os teus móveis?
- Onde estão os teus? - devolveu o monge.
- Estou aqui só de passagem - respondeu o andarilho.
- Eu também."
colhido na revista Zen Energy
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Não há condições!
"-Então hoje alguns de vocês têm a oral do exame de Inglês, é isso?
- Sim, professora. O resto da turma. Os outros já tiveram...
- E correu bem?
- Sim, professora. Aquilo era fácil. Seca foi estar à espera: um horror! A professora conhece-me, eu não consigo estar sem fazer nada!
- Porque não leste um livro?
- Não havia.
- Mas...vocês não estiveram à espera na biblioteca?
- Sim...
- E não havia livros...na biblioteca?
- Não havia nada que eu gostasse.
- Tens a certeza? Procuraste?
- Bem...na realidade, não."
- Sim, professora. O resto da turma. Os outros já tiveram...
- E correu bem?
- Sim, professora. Aquilo era fácil. Seca foi estar à espera: um horror! A professora conhece-me, eu não consigo estar sem fazer nada!
- Porque não leste um livro?
- Não havia.
- Mas...vocês não estiveram à espera na biblioteca?
- Sim...
- E não havia livros...na biblioteca?
- Não havia nada que eu gostasse.
- Tens a certeza? Procuraste?
- Bem...na realidade, não."
domingo, 4 de maio de 2014
Dia da Mãe (Uma abordagem diferente)
"MÃES MÁS:
Um
dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que
motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS/MÃES MÁS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS."
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS/MÃES MÁS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS."
Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra
colhido no Facebook de uma Professora Universitária Brasileira e Mãe
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