domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe (Uma abordagem diferente)

"MÃES MÁS: 


Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS/MÃES MÁS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS." 

Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra

colhido no Facebook de uma Professora Universitária Brasileira e Mãe

sexta-feira, 25 de abril de 2014

40 Anos

Ah...não pode ser...já? Mas...foi ontem!
Participámos na construção de um país novo.
Mas não me parece que tenha sido há tanto tempo...
Mas, calhando, até foi. Da forma como alguns já se esqueceram: deve ser aquele desmemoriado de velho. Só pode. De outra forma como se iriam esquecer? Foi tão maravilhoso!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hoje é Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Hoje é dia de comprar (e talvez oferecer) um livro, homenageando o seu autor.
Esta data foi fixada pela UNESCO assinalando o dia em que, em 1616, faleceram Miguel de Cervantes e William Shakespeare.
Uma vez, há uns anos atrás, aproveitando um feriado de 25 de Abril que seria talvez a uma segunda-feira, fizemos uma escapadinha até Barcelona. Qual não foi o nosso espanto quando nos deparámos - para além dos aspetos que, normalmente, já tornam Barcelona espetacular - com as ruas cheias de livros, de vozes e de flores.
Manda a tradição em Barcelona - e não sei se em toda a Catalunha - que neste dia se ofereça um livro e uma flor a quem se ama ou a quem se estima.
Havia bancas de livros por todo o lado, autores e leitores, lançando as suas palavras ao vento e aos ouvintes e flores. Todo o charme que possam imaginar em ruas cheias de livros, palavras ditas e flores!
Desde então o dia 23 de Abril sempre me emociona. Muito.

domingo, 20 de abril de 2014

Interrupção

Foram três dias; três dias inteirinhos sem fazer nada.
Faltam minutos para terminarem e para eu interromper o descanso com o trabalho.
Uma inevitabilidade.
Ando sem tempo nem inspiração para blogar, mas não podia deixar de esclarecer que é verdade: estive três dias inteirinhos sem fazer nada. Já tinha dito?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Comecei o dia a comprar (mais) um livro.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Como outro Ariano canta

"Se chorei ou se sorri
o importante é que emoções eu vivi"

terça-feira, 1 de abril de 2014

O Inverno voltou a correr nas veias do rio, com a força do rugido de um animal furioso, ferido, triste e amedrontado.