domingo, 12 de junho de 2011

Santo António

De Pádua ou de Lisboa?
Em S. Martinho do Porto tinha ar de se sentir em casa.

sábado, 11 de junho de 2011

Declaração de Compatibilidade

Informo que o novo visual do blogue está de acordo com todo um conjunto de roupa e acessórios adquirido com vista à época balnear desta escrivaninha.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Filosofia?!? Técnica, talvez...

"Frequentemente sentia a falta da vida lá fora. Do ruído, da agitação, do desafio constante que era tentar ensinar filosofia a jovens: a essência da filosofia.
A Ordem dava-lhe agora tudo o que precisava. O resguardo do mundo, na fase inicial de desorientação, salvou-o de um problema mais grave. A reclusão, a oração, mas sobretudo a existência de uma vida ritmada e sem muitas perguntas, permitiu-lhe a calma de voltar a acreditar que era possível colocar os pensamentos em ordem. De evitar um mal maior. Não queria ingressar no calvário dos anti-depressivos e das consultas a psicólogos e psiquiatras que muitos colegas relatavam. Queria acreditar que ainda era forte, que conseguiria, sozinho, recompor-se…
Pensava muitas vezes na forma como tudo acontecera. Na escalada de acontecimentos, de impactos negativos na vida pessoal e profissional que o tinham conduzido a um mal-estar constante, a um arrastar-se pelas tarefas do dia-a-dia. Sabia que não poderia encontrar um motivo único. Tinha sido sem dúvida um entrelaçar de diversos factores: o divórcio, a doença da mãe, a progressiva estupidificação que via no ensino, nas notícias, na política, no país…A incapacidade de se render ao recuo dos contextos que deveriam ser de cultura, de informação, de acção. O calvário da burocracia já não era compensado pelo prazer de leccionar. Assustava-o perceber que os jovens já surgiam formatados pelas novas ditaduras: da quantificação, da falsa objectividade, do facilitismo, da desculpabilização.
Queria escrever sobre isso, queria conseguir perceber – e, por vezes, a melhor forma era deixar fluir os pensamentos numa folha de papel – procurar analisar o alcance de tantas pequenas imbecilidades que juncaram o seu dia-a-dia até o conduzir ao desespero…Mas ainda não conseguia. Nunca antes de tentar reflectir o que tudo aquilo causara dentro de si próprio, de como, quando e porquê, sentira que ia quebrar. Talvez fosse mais fácil não procurar tantas respostas, aceitar, simplesmente, arrumar, seguir em frente, mas ele não era quem era sem a filosofia, a sua filosofia; e ela não o deixava parar de interrogar. Por vezes cria que a filosofia era a sua condenação, outras vezes acreditava que ela era a sua salvação. Fosse como fosse seria sempre o caminho: o caminho que o levara até ali e o caminho que o conduziria a qualquer outro lugar.
Hoje era um daqueles dias, em que estava assim, a meditar ou a divagar em silêncio, incapaz de se concentrar numa tarefa concreta, de terminar uma das muitas orações em que já tentara encontrar consolo e rumo.
Levantou-se, por fim. Não valia a pena continuar. Queria muito voltar a escrever!
Passou a mão pelas lombadas dos livros e dos cadernos, como quem faz uma festa no rosto de quem ama…
Reparou num papel que se insinuava entre dois volumes. Puxou-o, desdobrou-o e não conseguiu evitar um sorriso. A letra irregular devolveu-lhe a «gota de água» que ditou a decisão de «sair do mundo» para sobreviver. Assinado por um Tiago, estava a comunicação sobre a escolha do trabalho de Filosofia de 10º ano: O trabalho k vou fazer é sobre aquele grego: o Happy Curu "

Só pode ser cansaço

que me levou a ocupar este feriado com coisas como escovar a gata, virar a roupa que está a secar no estendal e, até, ver um pedaço de filme em que os protagonistas eram uns esquilos que cantavam...
Bem, agora resolvi ligar o computador, para voltar a escrever aqui, depois desta semana tão. tão ocupada. Mas - deve ser do cansaço - não me ocorre mais nada para partilhar que esta inércia e a sucessão de tarefas invulgares e algo assustadoras.
Bom feriado!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Eta semaninha importante!"

É, pois! Muito importante, esta semana.
Se para alguns é a última semana (como para os 9º anos, por exemplo), para outros é o início de muitas outras semanas...

domingo, 5 de junho de 2011

Lá fui

Sou eleitora desta terra há uma dúzia de anos. Nunca tinha visto tanta gente a votar. E nas mesas de voto estavam jovens (alguns dos quais foram meus alunos) e isso deixou-me muito satisfeita. Não sei de «que lado» estão, mas o facto de estarem a participar é um sinal de esperança para a nossa democracia, para o nosso país.

Eleições

"Na situação em que o país se encontra, votar não é apenas um direito: é um dever" diz ali o Presidente da República à porta da sua câmara de voto.
Mas algum dia votar deixou de ser um dever?!?...
Como sempre fico chocada com as afirmações «apoucadas» dos políticos portugueses.