do tempo que já passou desde que votei a primeira vez.
Com um entusiasmo e um empenho que adoraria ter agora, preparei-me criteriosamente para votar em consciência.
Amanhã é por tenacidade e em homenagem a outros tempos que vou até lá, talvez a seguir ao almoço, para adicionar à saída o atractivo do café.
Eu e a nossa democracia estamos velhas. E ambas perdemos qualidades.
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Palavras de Campanha Eleitoral
Desapareceram as «sessões de esclarecimento» das campanhas eleitorais, sumiram-se os «comícios», instalaram-se as «arruadas».
Por acaso, daquilo que eu gostava mais era das «sessões de esclarecimento», sem filiação política, fazer aquilo que é mesmo necessário antes de votar: esclarecer, clarear posições, reflectir, decidir.
Que pena! Já não há «sessões de esclarecimento», apenas «arruadas» e quase sempre próximas. Não deixa de ser curioso que, com um número contido de partidos arruadeiros, se desloquem quase sempre na mesma mancha geográfica. Coincidências? Há quem diga que não existem...
Por acaso, daquilo que eu gostava mais era das «sessões de esclarecimento», sem filiação política, fazer aquilo que é mesmo necessário antes de votar: esclarecer, clarear posições, reflectir, decidir.
Que pena! Já não há «sessões de esclarecimento», apenas «arruadas» e quase sempre próximas. Não deixa de ser curioso que, com um número contido de partidos arruadeiros, se desloquem quase sempre na mesma mancha geográfica. Coincidências? Há quem diga que não existem...
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Últimas aulas de 9º ano,
hoje, sobre os problemas do mundo actual:
"Quando vires um homem com fome, não lhe dês um peixe: ensina-o a pescar"(Provérbio chinês)
Espero que todos os meninos e meninas que vou deixar, agora, sejam bons pescadores no futuro. Eu espero tê-los ensinado a pescar Esperança na História.
"Quando vires um homem com fome, não lhe dês um peixe: ensina-o a pescar"(Provérbio chinês)
Espero que todos os meninos e meninas que vou deixar, agora, sejam bons pescadores no futuro. Eu espero tê-los ensinado a pescar Esperança na História.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Entre Programas
"A leopard cannot change its spots" traduzido para português como "Quem sai aos seus não degenera", na publicidade de uma qualquer série do AXN, chamou-me a atenção.
Quando tentei procurar no Google a frase, foi-me revelada como um provérbio inglês, presente numa citação bíblica: "Can the Ethiopian change his skin, or the leopard his spots? then may ye also do good, that are accustomed to do evil." Jeremiah 13:23 (King James Version)
Não conheço equivalente em provérbios portugueses. Aliás, acho que não temos leopardos nos nossos provérbios...Como será então a nossa frase bíblica?
Nada que a net não resolva: "pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal."
(Mas tem gostinho brasileiro, não tem? O leopardo português não usa malhas...pintas: o leopardo português, se o houvesse, seria "um pintas")
Quando tentei procurar no Google a frase, foi-me revelada como um provérbio inglês, presente numa citação bíblica: "Can the Ethiopian change his skin, or the leopard his spots? then may ye also do good, that are accustomed to do evil." Jeremiah 13:23 (King James Version)
Não conheço equivalente em provérbios portugueses. Aliás, acho que não temos leopardos nos nossos provérbios...Como será então a nossa frase bíblica?
Nada que a net não resolva: "pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal."
(Mas tem gostinho brasileiro, não tem? O leopardo português não usa malhas...pintas: o leopardo português, se o houvesse, seria "um pintas")
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terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
fábula onomatopaica
"quando chovem cães e gatos, é melhor tirar o cavalinho da chuva
mesmo porque nem que a vaca tussa ou a formiga tenha catarro
se encana assim a perna à rã quando tem a pulga atrás da orelha.
não é nenhum bicho de sete cabeças quando a porca torce o rabo
e deitar-se com as galinhas é ser bode expiatório na morte da bezerra
que não era nenhum carapau de corrida e até não valia um caracol.
podem dizer cobras e lagartos mas, quando estamos com a mosca
ou não podemos com uma gata pelo rabo, pela boca morre o peixe
e fazer figura de urso é ter macaquinhos no sótão e comer gato por lebre."
josé luis, colhido em poedia
mesmo porque nem que a vaca tussa ou a formiga tenha catarro
se encana assim a perna à rã quando tem a pulga atrás da orelha.
não é nenhum bicho de sete cabeças quando a porca torce o rabo
e deitar-se com as galinhas é ser bode expiatório na morte da bezerra
que não era nenhum carapau de corrida e até não valia um caracol.
podem dizer cobras e lagartos mas, quando estamos com a mosca
ou não podemos com uma gata pelo rabo, pela boca morre o peixe
e fazer figura de urso é ter macaquinhos no sótão e comer gato por lebre."
josé luis, colhido em poedia
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