A melhor palavra para evocar a embaixadora do Fado, que se tornou a única mulher com túmulo no Panteão Nacional.
Dez anos depois: Amália, para sempre!
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ritmos Tradicionais

Agora sim. Depois deste fim de semana magnífico, em que mergulhei nos ritmos da terra, fiz as vindimas do meu verão, encerrei o tempo de descansar de que abdiquei este ano.
Agora sim. Depois destes dias em que fui mimada, em que não me importei de comer e respirar tudo muito puro, em que bebi golos de água fresca e fotografei flores...só porque sim, porque me apeteceu, sem pressa, sem razão racional, sem tarefas a cumprir...
Foi num 7 de Outubro que entrei para a escola pela primeira vez; foi num 7 de Outubro que entrei para a Universidade pela primeira vez.
Este ano posso voltar a seis.
Amanhã lá estarei: de alma e coração lavado, agradecida por este fim de semana, em que alguns comemoraram os 99 anos da Implantação da República e outros simplesmente «estiveram de feriado» sem nem sequer querer saber porquê. Tantas vidas desperdiçadas, porque ignoradas pelos muitos que as não honram!
Também são ritmos tradicionais da História: o sacrifício e o esquecimento...
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99 Anos: "Deixou-me Deus viver pra isto!"
A República Portuguesa compõe os seios desnudados e retira o barrete frígio. Está cansada de agitar a bandeira e de sorrir para o povo que tutela há quase um século!...
Senta-se um pouco no sofá a ver o serviço noticioso de um canal não estatal. Quer ver como a homenageiam; considera que merece saber o que dizem do serviço que tem prestado ao longo do tempo.
Primeiro não entende muito bem a brincadeira entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro que, ao que parece, encetaram uma disputa de popularidade.
C.S. - Vês? Tenho casa cheia. O Povo gosta mais de mim! Onde é que se está bem? É em Belém!
J.S. - República boa é na Câmara de Lisboa! Posso ter menos gente, menos bandas, menos palmas e menos beijinhos, mas eu é que estou com o espírito da República.
Ouve com atenção os inquéritos de rua. Afinal foi sempre para as pessoas que ela existiu:
"- Se gostava de viver aqui no Palácio de Belém? Então é que eu era uma rainha!"
Boquiaberta, a República Portuguesa estava ainda a recuperar-se desta confusão entre regimes políticos, quando passa a reportagem dos monárquicos que davam vivas ao Presidente da República.
Atónita, exausta, já nem se apercebeu da senhora que interpretava a simbologia dos castelos presentes na bandeira nacional como respeitante "aos nossos governantes anarquistas"...
Por essas alturas já estava no site do e-Bay a saber se era possível trocar a bandeira por um taco de baseball, para zurzir o povo: 99 anos e eles ainda não perceberam nada! Francamente!
Senta-se um pouco no sofá a ver o serviço noticioso de um canal não estatal. Quer ver como a homenageiam; considera que merece saber o que dizem do serviço que tem prestado ao longo do tempo.
Primeiro não entende muito bem a brincadeira entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro que, ao que parece, encetaram uma disputa de popularidade.
C.S. - Vês? Tenho casa cheia. O Povo gosta mais de mim! Onde é que se está bem? É em Belém!
J.S. - República boa é na Câmara de Lisboa! Posso ter menos gente, menos bandas, menos palmas e menos beijinhos, mas eu é que estou com o espírito da República.
Ouve com atenção os inquéritos de rua. Afinal foi sempre para as pessoas que ela existiu:
"- Se gostava de viver aqui no Palácio de Belém? Então é que eu era uma rainha!"
Boquiaberta, a República Portuguesa estava ainda a recuperar-se desta confusão entre regimes políticos, quando passa a reportagem dos monárquicos que davam vivas ao Presidente da República.
Atónita, exausta, já nem se apercebeu da senhora que interpretava a simbologia dos castelos presentes na bandeira nacional como respeitante "aos nossos governantes anarquistas"...
Por essas alturas já estava no site do e-Bay a saber se era possível trocar a bandeira por um taco de baseball, para zurzir o povo: 99 anos e eles ainda não perceberam nada! Francamente!
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Ligações engenhosas
A herança é como a astrologia: depende do seu ascendente.
George Najjar Jr., Desaforismos
George Najjar Jr., Desaforismos
Dia da Música
"Music was my first love
and it will be my last
Music of the future
and music of the past"
John Miles
(escrito de memória, espero que esteja certo...)
and it will be my last
Music of the future
and music of the past"
John Miles
(escrito de memória, espero que esteja certo...)
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