segunda-feira, 25 de julho de 2011

À porta das férias

Igreja de S. Francisco

2 comentários:


  1. Azuis os montes que estão longe param


    Azuis os montes que estão longe param.
    De eles a mim o vário campo ao vento, à brisa,
    Ou verde ou amarelo ou variegado,
    Ondula incertamente.
    Débil como uma haste de papoila
    Me suporta o momento. Nada quero.
    Que pesa o escrúpulo do pensamento
    Na balança da vida?
    Como os campos, e vário, e como eles,
    Exterior a mim, me entrego, filho
    Ignorado do Caos e da Noite
    Às férias em que existo.


    Ricardo Reis

    Entregue-se também a Miss!

    Boas férias. Beijito

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