sábado, 15 de janeiro de 2011

O determinismo da Metereologia na História ou a Colonização vista do lado de Lá

"Erro de português


Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português"

Oswald de Andrade, colhido em http://belasmensagens.zip.net/index.html

1 comentário:


  1. Falação

    (excertos)

    A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica.
    A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos.
    Como somos.

    País de dores anônimas. De doutores anônimos. Sociedade
    de náufragos eruditos.

    A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira,
    com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas,
    um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e
    a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

    Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia
    preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá.
    A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos
    pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.

    Toda a história da Penetração e a história comercial da
    América. Pau-Brasil.

    O Carnaval. O Sertão e a Favela. Pau-Brasil. Bárbaro e nosso.


    Oswald de Andrade

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