domingo, 13 de junho de 2010

Mensagem

"Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo!"

(Recebida por email, de alguém que se preocupa comigo; difundida por blogue, para aqueles com quem me preocupo)

3 comentários:

  1. Ou, como diz Gedeão, «esta fresta de nada aberta no vazio, deve ser um intervalo».

    Raros serão os que dizem: o intervalo acabou!

    Horário do fim

    morre-se nada
    quando chega a vez

    é só um solavanco
    na estrada por onde já não vamos

    morre-se tudo
    quando não é o justo momento

    e não é nunca
    esse momento


    Mia Couto

    (Gostaria bem de ter a lucidez de saber acabado o intervalo.)

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  2. Não sei se gostaria de saber...

    Ainda não aprendi a lidar com a morte dos outros. Não sei se alguma vez saberei lidar com a minha.

    Mas para o caso não interessa o que penso: quando chegar a hora, bem posso dizer que não estou preparada, tenho de ir na mesma!

    Mas hoje está de sol! Porque estou eu a falar de morte?...

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  3. Façamos agulha para outra linha, já que a Miss não gosta de túneis...

    Eternidade

    Vens a mim
    pequeno como um deus,
    frágil como a terra,
    morto como o amor,
    falso como a luz,
    e eu recebo-te
    para a invenção da minha grandeza,
    para rodeio da minha esperança
    e pálpebras de astros nus.

    Nasceste agora mesmo. Vem comigo.


    Jorge de Sena

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