"Quando os nazis venceram os comunistas fiquei em silêncio; eu não era um comunista.
Então eles vieram e levaram os os sociais-democratas, e continuei em silêncio; eu não era um social-democrata.
Quando eles assumiram o sindicato, eu não protestei; eu não era um sindicalista.
Quando eles buscaram os judeus, continuei em silêncio; eu não era um judeu.
Quando eles me escolheram, já não havia ninguém que pudesse protestar."
Martin Niemöller (14 de janeiro de 1892 - 6 de março de 1984)
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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2 comentários:
há um texto, de cujo autor não tenho a certeza (penso ser o poeta russo maiakovsky) que creio ser complementar ou até inspirador deste:
Na primeira noite, eles se aproximam,
colhem uma flor do nosso jardim,
e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sózinho, em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E, porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
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