Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
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2 comentários:
Gulliver
gosta disto
Liliputianos são os haicais, poemitas bem bons...
Paulo Leminski
Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
• . •
A vocês, eu deixo o sono.
O sonho, não!
Este eu mesmo carrego!
• . •
se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
• . •
Haja hoje para tanto ontem.
• . •
Isso de ser exactamente o que se é ainda vai nos levar além.
• . •
cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença
• . •
Saber é pouco
Como é que a água do mar
Entra dentro do coco?
• . •
Amar é um elo
Entre o azul
E o amarelo
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