quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Júlio Pereira está no Jornal 2

Dá um concerto amanhã no CCB.
Que delícia ouvi-lo falar outra vez. Tão ele!...
Não me tinha apercebido que tinha tantas saudades dele!...E com ele de tantas coisas que vivi na adolescência, concertos, músicas, vivências, tão...
Só a descontração tão dele - tão daquele tempo - de responder às perguntas: "Porque tu sentes a pressão dos amigos e familiares..." Não sei explicar...Foi aquele "tu sabes...", tão arredores de Lisboa no pós-25 de Abril.
(Pós mesmo pós, porque no pós continuamos, mas a poeira foi baixando e já se notam poucos pós daquele tempo).
Querido Júlio Pereira!

6 comentários:

  1. Ouve-se ali um cavaquinho...

    Viva o Poder Popular

    Não há velório nem morto
    Nem círios para queimar
    Quando isto der prò torto
    Não te ponhas a cavar

    Quando isto der prò torto
    Lembra-te cá do colega
    Não tenhas medo da morte
    Que daqui ninguém arreda

    Se a CAP é filha do facho
    E o facho é filho da mãe
    O MAP é filho do Portas
    Do Barreto e mais alguém

    Às aranhas anda o rico
    Transformado em democrata
    Às aranhas anda o pobre
    Sem saber quem o maltrata

    Às aranhas te vi hoje
    Soldado, na casamata
    Militares colonialistas
    Entram já na tua casa

    Vinho velho vinho novo
    Tudo a terra pode dar
    Dêem as pipas ao povo
    Só ele as sabe guardar

    Vem cá abaixo ó Aleixo
    Vem partir o fundo ao tacho
    Quanto mais lhe vejo o fundo
    Mais pluralista o acho

    Os barões da vida boa
    Vão de manobra em manobra
    Visitar as capelinhas
    Vender pomada da cobra

    A palavra socialismo
    Como está hoje mudada
    De colarinho à Texas
    Sempre muito aperaltada

    Sempre muito aperaltada
    Fazendo o V da vitória
    Para enganar o proleta
    Hás-de vir comigo a glória

    O Willy Brandt é macaco
    O Giscard é macacão
    O capital parte o coco
    Só não ri a emigração

    De caciques e de bufos
    Mandei fazer um sacrário
    Para pôr no travesseiro
    Dum cura reaccionário

    Não sei quem seja de acordo
    Como vamos terminar
    Vinho velho vinho novo
    Viva o Poder Popular


    Zeca Afonso

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  2. Perdão, faltou isto:

    http://www.youtube.com/watch?v=69YEAOtymYk

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  3. Música (Zeca), instrumentos, voz – pérolas da MPP:

    http://www.youtube.com/watch?v=dz3Q90HY7eQ

    Isto lava-nos da conspurcação por tanta pimbalhada.

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  4. A adolescência passa? Espero bem que não...

    Serenata do adolescente

    Que doentia claridade
    a que me invade e me obsidia,
    durante a noite e à luz da tarde,
    à luz da tarde, à luz do dia!
    Que doentia aquela grade
    de insone e ténue claridade,
    sob a avançada gelosia!

    Passo na rua e nada vejo
    senão a luz, a luz e a grade.
    Ó lamparina do desejo,
    porque ardes tu, até tão tarde?
    E às vezes surge, entre a cortina,
    aquela sombra vespertina
    que me retém nesta ansiedade.

    Se tens trint'anos? ou cinquenta?
    Quis lá saber a tua idade!
    Sei que em meus olhos se impacienta
    fome da luz daquela grade!
    Sei que sou novo, e que me odeio
    porque me tarda — ante o teu seio —
    queimar tão pobre mocidade!


    David Mourão-Ferreira

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  5. Eu também espero que não e diariamente me espanto com as pessoas que não só ultrapassaram a adolescência, como a perderam de vista... nem pelo retrovisora vislumbram: Há tantos adultos que tratam os adolescentes como anormais, como se não os compreendessem, como se nunca o tivessem sido...

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