quarta-feira, 1 de julho de 2009

Educar (bem) é preciso!

"Se é verdade que o gênero humano, cuja dialógica cérebro/mente não está encerrada, possui em si mesmo recursos criativos inesgotáveis, pode-se então vislumbrar para o terceiro milênio a possibilidade de nova criação cujos germes e embriões foram trazidos pelo século XX: a cidadania terrestre. E a educação, que é ao mesmo tempo transmissão do antigo e abertura da mente para receber o novo, encontra-se no cerne dessa nova missão."

Edgar Morin, Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, São Paulo, 2006, 11ª edição, p.72

1 comentário:


  1. Poema da buganvília


    Algum dia o poema será a buganvília
    pendente deste muro da Calçada da Graça.
    Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família,
    e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa.

    Mas antes desse dia há-de secar a buganvília
    e o varredor há-de levar as flores secas para o monturo.
    Depois cairá o muro.
    E como o tempo passa
    mesmo contra a vontade,
    também há-de acabar a Calçada da Graça
    e o resto da cidade.

    Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso
    que é o mais leve de tudo que se pode supor,
    será esse o momento de o poema ser flor,
    mas já não é preciso.

    António Gedeão

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