Será que as palavras ficam presas no tempo?
Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil?
Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?...
Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto.
Por puro prazer!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Hoje
De manhã a rua cheirava bem. Como se no dia que o calendário lhe dedica, S. Pedro, tivesse querido lançar, com as chuvas da noite, um novo amaciador. A mim amaciou-me o dia, com o aroma doce e fresco da terra agradecida.
ResponderEliminarChove!
Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
José Gomes Ferreira
Não sei se mereço este "cortejo de oferendas", mas fico muito reconhecida.
ResponderEliminarObrigada, Professor de Poesia!