Será que as palavras ficam presas no tempo?
Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil?
Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?...
Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto.
Por puro prazer!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Miguel Portas (1958-2012(
Nas vésperas das comemorações do 25 de Abril (desta vez muito polémicas) desaparece um os rostos da Liberdade e dos Valores de Abril. "Há sempre alguém que nos faz pensar um pouco.Saudade!"
Embora discordando muitas vezes dele, admirava a sua capacidade de luta, a sua frontalidade e humanismo.
ResponderEliminarDeixa uma forte pegada na nossa vida política.
A HORA DA PARTIDA
A hora da partida soa quando
escurece o jardim e o vento passa,
estala o chão e as portas batem, quando
a noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
me é estranha e longínqua a minha face
e de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Beijito, Miss.