Será que as palavras ficam presas no tempo?
Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil?
Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?...
Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto.
Por puro prazer!
«[…] ARTIGO XII — Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor. […]»
Numa viagem de carro, numa noite de nevoeiro, o condutor deixa escapar em desespero: "Caramba! Não vejo a ponta de um corno!" E logo a esposa, conciliadora, aconselha: "Tem calma, filho. Tenta orientar-te pelo outro."
Pergunta do hipocondríaco ao seu médico: — Senhor doutor, a minha mulher é-me infiel há mais de 20 anos e nunca me cresceram os cornos — será falta de cálcio?
«[…]
ResponderEliminarARTIGO XII — Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
[…]»
Thiago de Mello
("Estatutos do Homem")
Numa viagem de carro, numa noite de nevoeiro, o condutor deixa escapar em desespero:
ResponderEliminar"Caramba! Não vejo a ponta de um corno!"
E logo a esposa, conciliadora, aconselha: "Tem calma, filho. Tenta orientar-te pelo outro."
Pergunta do hipocondríaco ao seu médico:
ResponderEliminar— Senhor doutor, a minha mulher é-me infiel há mais de 20 anos e nunca me cresceram os cornos — será falta de cálcio?
Preocupação legítima...
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