Será que as palavras ficam presas no tempo?
Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil?
Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?...
Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto.
Por puro prazer!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Bairro do Oriente
"Tenho uma lamparina Que trouxe das arábias Para te amar à luz do azeite Num kama-sutra de noites sábias..."
Nua, mas para o amor não cabe o pejo, Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: "Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!" Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente, a minha boca obedecia, E os seus seios tão rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em doce arpejo. Em suspiros de gozos infinitos Disse-me ela, ainda quase em grito: "Mais abaixo, meu bem!" — num frenesi. No seu ventre pousei a minha boca, "Mais abaixo, meu bem!" — disse ela, louca. Moralistas, perdoai! Obedeci…
uma daquelas canções que soube envelhecer bem, não é? :)
ResponderEliminarHoje deu-me umas saudades do tio Rui...
ResponderEliminarPor falar em "Kamasutra"...
ResponderEliminarDelírio
Nua, mas para o amor não cabe o pejo,
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
"Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!"
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
"Mais abaixo, meu bem!" — num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
"Mais abaixo, meu bem!" — disse ela, louca.
Moralistas, perdoai! Obedeci…
Olavo Bilac
Hum!
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