segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tão bom

acompanharmos os sucessos daqueles que amamos e podermos orgulhar-nos, ainda mais, deles!

3 comentários:

  1. É mesmo, Miss, é bem bom!

    Ainda cheguei a pensar que era o tal netinho (que insistêncis, hein?)...

    Mas não podia ser, tinha que passar pela fase anterior, mais ou menos assim:

    Canção para a minha filha Isabel adormecer quando tiver medo do escuro

    Nem sombra nem luz
    nem sopro de estrela
    nem corpinhos nus
    de anjos à janela
    nem asas de pombos
    nem algas no fundo
    nem olhos redondos
    espantados do mundo
    nem vozes na ilha
    nem chuva lá fora
    dorme minha filha
    que eu não vou embora


    António Lobo Antunes
    (o Vitorino canta isto...)

    Mas parabéns, Miss! Que se repitam muitos episódios de que se possa orgulhar — afinal são momentos de felicidade que recordamos em imagens a sépia indelevelmente gravadas na memória...

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  2. Imagens a sépia é um recurso de linguagem «bem gráfico». :-)

    Mestre, aqueles de que nos orgulhamos não têm de ser ncessariamente nossos descendentes, nem de família. E, sendo de família podem ser ascendentes ou colaterais.

    Aqueles que amamos são também aqueles que nos amam, às vezes, antes até de termos nascido.

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  3. Obrigado pelo esclarecimento, não fazia a mínima ideia, Mestra...

    Ascendentes, descendentes, colaterais — até parece uma lição de fluxo de trânsito.

    No comboio descendente

    No comboio descendente
    Vinha tudo à gargalhada,
    Uns por verem rir os outros
    E os outros sem ser por nada -
    No comboio descendente
    De Queluz à Cruz Quebrada...

    No comboio descendente
    Vinham todos à janela,
    Uns calados para os outros
    E os outros a dar-lhes trela -
    No comboio descendente
    Da Cruz Quebrada a Palmela...

    No comboio descendente
    Mas que grande reinação!
    Uns dormindo, outros com sono,
    E os outros nem sim nem não -
    No comboio descendente
    De Palmela a Portimão...


    Fernando Pessoa
    (com pequenas alterações do Zeca)

    Quando à grafitice do sépia, dizem os entendidos que é nessa cor que sonhamos e que, quando recordamos um pormenor de uma cor específica, esse pormenor aparece pintado por cima da imagem sépia — como agora se usa fazer na publicidade a preto e branco.

    (A ironia, Miss, é o pecado que cometemos em conjunto: ambos desatamos ao tiro ao irónico...)

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