
"Se a acção de Ministro em Londres, entregue exclusivamente aos meus próprios recursos, se estimulara e intensificara com a oposição e as contrariedades, não sucedia outro tanto na Presidência, onde tudo dependia da colaboração e boa vontade alheia, isto é, dos políticos.
Um presidente constitucional, no nosso país, que se conserve fiel aos juramentos prestados, é um misto de «boneco de palha» e de «senhor da cana verde»: o primeiro para ser mandado, o segundo para ser insultado."
Palavras de Manuel Teixeira Gomes, (um dos presidente durante a 1ª República Portuguesa) in Miscelânea. Patentes no Museu de Portimão, numa Exposição integrada nas Comemorações do Centenário da Implantação da República.
Este presidente da República foi, no mínimo, um tudo nada recomendável, pelo que contam as más línguas.
ResponderEliminarTinha fama de pedófilo e, durante os dois anos de poder, deu posse a oito (!) governos — ou seja, um desgovernado.
A Mestra confirma ou infirma a boataria?
Parece que ele era melhor escritor que político. Francamente não sei se isto é louvável ou «deslouvável» sobre o seu carácter.
ResponderEliminarDe facto acho que era um pouquinho dado a prazeres desbragados, ou que escrevia sobre eles, o que pode não significar a mesma coisa.
A personalidade é muito bem-quista em Portimão onde é até patrono de uma escola.
Toda a época da 1ª República foi bastante conturbada...os escritos dele denotam muita amargura para com a política e o país, que, aliás, abandonou, num auto-exílio muito magoado...
Não sei lhe sei responder mais...Estar desiludido com a política pode ser uma qualidade...