sábado, 4 de setembro de 2010

Com um bikini novo

uma mulher sente-se poderosa!

4 comentários:

  1. É este?

    http://www.youtube.com/watch?v=6IRmNkpqsWc

    (Uma mulher autoconfiante, tenha a idade que tiver, seja como for, é sempre poderosa...)

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  2. Por falar em poder da mulher, lembrei este belíssimo poema.

    Claro que não se aplica à idade de uma Escrivaninha ainda com pele de seda, mas quando dobrar a idade espero bem que possa descrever-se assim:

    Canção na plenitude

    Não tenho mais os olhos de menina
    nem corpo adolescente, e a pele
    translúcida há muito se manchou.
    Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
    agrandada pelos anos e o peso dos fardos
    bons ou ruins.
    (Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

    O que te posso dar é mais que tudo
    o que perdi: dou-te os meus ganhos.
    A maturidade que consegue rir
    quando em outros tempos choraria,
    busca te agradar
    quando antigamente quereria
    apenas ser amada.

    Posso dar-te muito mais do que beleza
    e juventude agora: esses dourados anos
    me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
    e não menos ardor, a entender-te
    se precisas, a aguardar-te quando vais,
    a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
    e sobretudo força — que vem do aprendizado.

    Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
    cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
    cujas correntes ocultas não levam destroços
    mas o sonho interminável das sereias.


    Lya Luft

    (Como o vinho do Porto...)

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  3. Algures entre o primeiro e o segundo comentário.

    Mas, como «já não vou para nova» gostei muito da perspectiva do vinho do Porto :-)

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  4. Desde que nasceu que a Miss não vai para nova...

    E atenção, também se usa o vinho do porto para dar sabores exóticos a carnes jovens...

    http://www.youtube.com/watch?v=OnyGLrZNx8Y

    Vinho do Porto

    Primeiro a serra semeada terra a terra
    Nas vertentes da promessa
    Nas vertentes da promessa
    Depois o verde que se ganha ou que se perde
    Quando a chuva cai depressa
    Quando a chuva cai depressa

    E nasce o fruto quantas vezes diminuto
    Como as uvas da alegria
    Como as uvas da alegria
    E na vindima vão as cestas até cima
    Com o pão de cada dia
    Com o pão de cada dia

    Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
    Nos lagares do bom caminho
    Nos lagares do bom caminho
    Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
    Generoso como o vinho
    Generoso como o vinho

    E pelo rio vai dourado o nosso brio
    Nos rabelos duma vida
    Nos rabelos duma vida
    E para o mundo vão garrafas cá do fundo
    De uma gente envaidecida
    De uma gente envaidecida

    Vinho do Porto
    Vinho de Portugal
    E vai à nossa
    À nossa beira mar
    À beira Porto
    À vinho Porto mar
    Há-de haver Porto
    Para o nosso mar

    Vinho do Porto
    Vinho de Portugal
    E vai à nossa
    À nossa beira mar
    À beira Porto
    À vinho Porto mar
    Há-de haver Porto
    Para o desconforto
    Para o que anda torto
    Neste navegar

    Por isso há festa não há gente como esta
    Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
    Vem a fanfarra e os míudos, a algazarra
    Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
    E são atletas, corredores de bicicletas
    E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
    E as barracas mais os cortes nas casacas
    Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz

    Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
    Alicerce da amizade em Portugal
    É o conforto de um amor tomado aos tragos
    Que trazemos por vontade em Portugal

    Se nós quisermos entornar a pequenez
    Se nós soubermos ser amigos desta vez
    Não há champanhe que nos ganhe
    Nem ninguém que nos apanhe
    Porque o vinho é português


    Carlos Paião

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