sábado, 8 de agosto de 2009

«Só me apetece Miar!»

Quem mia assim não é gato!

Há gente com muito sentido de humor! Será que Rossini calculava que, tantos anos depois, haveria gente a pagar para ver pessoas a miar em seu nome? Será que ele de facto calculou isto ou não terá tudo passado de uma brincadeira levada a sério?

E eu que não sabia que havia tantos artistas a dedicarem-se aos felinos...aos felindos, que eu também os adoro. Ele é Odes, ele é Duetos, eu sei lá o que mais descobrirei. Mas prometo que ponho cá (se for bom).

Cliquem no link abaixo (reparem na linguagem técnica) e desfrutem do concerto.
Divirtam-se! (que o tom deste blogue, em termos de música, estava a arriscar-se a virar para o Requiem. Ufa! Felizmente já passou!)

YouTube - PCCB - Le duo des chats

2 comentários:

  1. Seria a eles que o O’Neill se referia?

    Veneza aos gatos

    Lisboa às moscas e Veneza aos gatos...
    (os pombos da bondade só conspurcam
    a praça de S. Marcos)
    ... ao gato perna alta que não vem quando o chamas,
    ao contrário da patrícia mosca
    que não era para aqui chamada,
    mas logo te soprou os últimos zunzuns
    mal chegaste a Lisboa

    O gato de Veneza não te dá pretextos
    para miares o que te vai na alma,
    nem os sacros temores da miaulesca
    esfinge rilkeana.
    Não é um gato é um perfil de gato
    Tapando a saída da calleta.

    O gato veneziano é um gato sem regaços
    e sem selvajaria.
    De Veneza o gato é sempre muitos gatos
    que vão à sua vida...

    ... como tu, afinal, não vais à tua.

    (De Veneza a Lisboa, num zunido,
    já trazias a mosca no ouvido...)


    Alexandre O’Neill

    ResponderEliminar
  2. "Conheço-me e não sou eu"...

    Gato...


    Gato que brincas na rua
    Como se fosse na cama,
    Invejo a sorte que é tua
    Porque nem sorte se chama.

    Bom servo das leis fatais
    Que regem pedras e gentes,
    Que tens instintos gerais
    E sentes só o que sentes.

    És feliz porque és assim,
    Todo o nada que és é teu.
    Eu vejo-me e estou sem mim,
    Conheço-me e não sou eu.


    Fernando Pessoa

    ResponderEliminar