quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estados de espírito

"Chamei o meu ser que pensa
Para ralhar com o que sente"

(Flores de Cera)

"Uma emoção pequenina
me vem do lado de lá.
Rompe através da cortina
que envolve o mundo de cá.

(...)

Gota de som, dedilhada
em fios de Sol, chispando
espirros de luz irisada
como guizos tilintando."

(Melodia Proibida)

Só os Poetas escrevem assim!
É António Gedeão a fazer-me companhia...

3 comentários:

  1. Inútil definir este animal aflito.

    "Homem"


    Eu, quando choro,
    não choro eu.
    Chora aquilo que nos homens
    em todo o tempo sofreu.
    As lágrimas são as minhas
    mas o choro não é meu.


    "Gota de Água"

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  2. Olá! Era o último amigo que me faltava reencontrar depois da viagem.
    A obra de António Gedeão foi o primeiro livro de poesia que comprei (quando ainda dizia que não gostava de poesia). Frequento-o muitas vezes. Faz-me muita companhia. E, pelo que vejo, que a si também.

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  3. Há um "que" a mais na última frase, mas não consigo emendar...Isto é mesmo um "Guardador de Palavras" convicto!

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