Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
:-))
"- Que dia é hoje, professora?
- Antevéspera do feriado de dia 8.
- Hã?"
- Antevéspera do feriado de dia 8.
- Hã?"
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Mas há a vida
Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.
Clarice Lispector (1920-1977)
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.
Clarice Lispector (1920-1977)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Declaração de Interesse
Adoro o meu sobrinho!
Adoro os meus alunos!
Adoro Portugal!
Talvez por isso sofra tanto...
No balanço positivo possível é louvável a existência de dois testes Muito Bons, na turma de 26 alunos que me ocupou este fim de semana; e da esperança na positiva do meu sobrinho.
A Esperança existe - também era essa a mensagem de Mensagem - mas um Inpério da Língua Portuguesa com tais súbditos? A minha Esperança está definitivamente casada com o Cepticismo.
Adoro os meus alunos!
Adoro Portugal!
Talvez por isso sofra tanto...
No balanço positivo possível é louvável a existência de dois testes Muito Bons, na turma de 26 alunos que me ocupou este fim de semana; e da esperança na positiva do meu sobrinho.
A Esperança existe - também era essa a mensagem de Mensagem - mas um Inpério da Língua Portuguesa com tais súbditos? A minha Esperança está definitivamente casada com o Cepticismo.
"Senhor, falta cumprir-se Portugal"
O fim de semana foi passado entre a leitura dos testes dos meus pequenos de 8º ano e a tentativa de ajudar o meu sobrinho - aluno de 12º ano - a estudar Mensagem, de Fernando Pessoa. O grande problema é que o meu sobrinho não gosta de ler e, logicamente, tem muita dificuldade em interpretar.
Sofridamente lá íamos avançando nas questões pessoanas...
Paralelamente, eu constatava que a maioria dos meus alunos não conseguiu resolver de forma satisfatória a questão que pedia a leitura de um documento (que está no manual e que lemos todos juntos na aula) sobre a crise do século XIV e a identificação da «pestilência» referida no documento como causadora da morte de dois terços da população de Coimbra. Da guerra à fome, passando pela crise económica, dois terços sucumbiram - de facto - sem conseguirem identificar a Peste Negra.
Foi duro, este fim de semana!
E o pior de tudo isto é que também me sinto culpada, ao fazer parte desta sociedade, que não exige, que facilita, que tenta atapetar o caminho dos meninos...deixando alastrar a Peste da ignorância, que a breve trecho se traduzirá na Peste da inoperância.
Dramático é acreditar que vão ser estes miúdos que vão ler as prescrições do médico sobre a minha saúde quando eu estiver no lar.
Chegará alguma vez a cumprir-se Portugal?
Sofridamente lá íamos avançando nas questões pessoanas...
Paralelamente, eu constatava que a maioria dos meus alunos não conseguiu resolver de forma satisfatória a questão que pedia a leitura de um documento (que está no manual e que lemos todos juntos na aula) sobre a crise do século XIV e a identificação da «pestilência» referida no documento como causadora da morte de dois terços da população de Coimbra. Da guerra à fome, passando pela crise económica, dois terços sucumbiram - de facto - sem conseguirem identificar a Peste Negra.
Foi duro, este fim de semana!
E o pior de tudo isto é que também me sinto culpada, ao fazer parte desta sociedade, que não exige, que facilita, que tenta atapetar o caminho dos meninos...deixando alastrar a Peste da ignorância, que a breve trecho se traduzirá na Peste da inoperância.
Dramático é acreditar que vão ser estes miúdos que vão ler as prescrições do médico sobre a minha saúde quando eu estiver no lar.
Chegará alguma vez a cumprir-se Portugal?
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sábado, 3 de dezembro de 2011
Para os meus caros amigos, como justificação das ausências
"Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão"
Meu caro amigo, Chico Buarque
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão"
Meu caro amigo, Chico Buarque
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