“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos”. Jobs, Steve (2005)
Homenageado de forma universal - até do espaço chegaram mensagens - Jobs foi comparado a Leonardo Da Vinci pelo seu carácter genial. Receia-se que seja insubstituível. Leonardo também é.
De vez em quando surgem personalidades deste calibre, por causa de quem, como disse um dia António Gedeão, "o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança".
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Alice
Acordei com o leve tossicar do coelho de peluche. Estava de pé, junto à cabeceira da minha cama, apontava com a patita para o despertador e tinha uma pequena ruga de preocupação no focinho.
- Não precisas de te levantar?
- Não, não preciso. Hoje não preciso de nada. Hoje nada é preciso! - e dei uma gargalhada ruidosa que encheu o quarto de feriado.
- Não precisas de te levantar?
- Não, não preciso. Hoje não preciso de nada. Hoje nada é preciso! - e dei uma gargalhada ruidosa que encheu o quarto de feriado.
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Um Bálsamo para a Alma
Estou a chegar do cinema. Fui ver o último filme de Woody Allen - Midnight Paris - e venho encantada. Procurei algumas palavras para caracterizar o filme e encontrei estas:
"Thierry Frémaux, director do festival [de Cannes], considera o filme de Allen “uma maravilhosa carta de amor a Paris” e acrescenta que este “é um filme em que Woody Allen aprofunda as questões tratadas nos seus filmes anteriores: a nossa relação com a história, a arte, o prazer e a vida.”
retirado do Jornal de Notícias de 2 de Fevereiro de 2011.
Para uma geração ou duas específicas este filme é imperdível!
"Thierry Frémaux, director do festival [de Cannes], considera o filme de Allen “uma maravilhosa carta de amor a Paris” e acrescenta que este “é um filme em que Woody Allen aprofunda as questões tratadas nos seus filmes anteriores: a nossa relação com a história, a arte, o prazer e a vida.”
retirado do Jornal de Notícias de 2 de Fevereiro de 2011.
Para uma geração ou duas específicas este filme é imperdível!
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
A nossa Língua
"A língua singular é outra desvantagem para um conhecimento mais íntimo de Portugal. Se viajarem pela Europa, as pessoas não conseguem identificar a língua que estão a falar e muito menos o que estão a dizer. (...)
Por outro lado, esta ignorância irrita. Cerca de 220 milhões de pessoas por todo o mundo falam o português como língua nativa. Se mais pessoas falam português como primeira língua do que francês, alemão, italiano ou japonês, como é que pode ser considerada «menor»? A grande quantidade de falantes do português reside no império desaparecido: o Brasil e as cinco antigas colónias portuguesas em África, mais Timor-Leste, na Ásia. Por outro lado, os portugueses acham esta incompreensão linguística lisongeira. Fá-los sentirem-se especiais. Têm grande respeito por uma famosa frase de Fernando Pessoa: «A língua portuguesa é a minha pátria.» Adoram a forma como os estrangeiros a acham tão difícil de falar bem. Descrevem com ternura a sua língua como «traiçoeira». Tal com outros povos com línguas menos conhecidas, os portugueses desenvolveram um jeito especial para falar outras línguas. Um visitante estrangeiro safa-se bem, em geral, com o inglês, o francês ou o espanhol."
Hatton, Barry, Os Portugueses, p. 28
Por outro lado, esta ignorância irrita. Cerca de 220 milhões de pessoas por todo o mundo falam o português como língua nativa. Se mais pessoas falam português como primeira língua do que francês, alemão, italiano ou japonês, como é que pode ser considerada «menor»? A grande quantidade de falantes do português reside no império desaparecido: o Brasil e as cinco antigas colónias portuguesas em África, mais Timor-Leste, na Ásia. Por outro lado, os portugueses acham esta incompreensão linguística lisongeira. Fá-los sentirem-se especiais. Têm grande respeito por uma famosa frase de Fernando Pessoa: «A língua portuguesa é a minha pátria.» Adoram a forma como os estrangeiros a acham tão difícil de falar bem. Descrevem com ternura a sua língua como «traiçoeira». Tal com outros povos com línguas menos conhecidas, os portugueses desenvolveram um jeito especial para falar outras línguas. Um visitante estrangeiro safa-se bem, em geral, com o inglês, o francês ou o espanhol."
Hatton, Barry, Os Portugueses, p. 28
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Novo acordo ortopédico
Hoje foi dia de preparar a caracterização da turma de que sou directora.
Processos individuais e os inquéritos que os alunos preencheram no primeiro dia são as fontes principais.
Um dos itens a analisar é o das doenças que as crianças têm.
Entre muitas dores de cabeça e faltas de vista lá estavam elas, as inesperadas, as que utilizam uma grafia nova de um qualquer acordo do foro médico. Tenho assim uma crianças com hasma e outra com imperactividade. E se a primeira se enquadra perfeitamente num problema respiratório, quanto à segunda é imperativo que saibamos como proceder.
Assim vai este país...
Processos individuais e os inquéritos que os alunos preencheram no primeiro dia são as fontes principais.
Um dos itens a analisar é o das doenças que as crianças têm.
Entre muitas dores de cabeça e faltas de vista lá estavam elas, as inesperadas, as que utilizam uma grafia nova de um qualquer acordo do foro médico. Tenho assim uma crianças com hasma e outra com imperactividade. E se a primeira se enquadra perfeitamente num problema respiratório, quanto à segunda é imperativo que saibamos como proceder.
Assim vai este país...
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Da próxima vez
que me sentir frustrada no meu trabalho, considerando que não foi para muitas das coisas que tenho de fazer que tirei o curso e escolhi a profissão, vou pensar na Bárbara Guimarães, que depois de ter feito «Duetos Imprevistos» com o Maestro Victorino de Almeida está ali a apresentar o programa dos gordos.
Para além de uma despromoção para ela é uma suprema maldade para com os concorrentes obesos!
Para além de uma despromoção para ela é uma suprema maldade para com os concorrentes obesos!
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domingo, 2 de outubro de 2011
Será que alguma história acaba verdadeiramente?
" (...)
Alguns anos passaram sobre
a nossa história que não acabou.
A tarde envelhece e escrevo isto
sem saber porquê."
Isabel de Sá (colhido em http://poediapoedia.blogspot.com/)
Alguns anos passaram sobre
a nossa história que não acabou.
A tarde envelhece e escrevo isto
sem saber porquê."
Isabel de Sá (colhido em http://poediapoedia.blogspot.com/)
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