Terreiro do Paço, 5 de Outubro de 2010
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Portuguesa....naturalmente
A Portuguesa
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil
domingo, 3 de outubro de 2010
Domingo à noite
"Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar. "
Encosta-te a Mim, Jorge Palma
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar. "
Encosta-te a Mim, Jorge Palma
Azul Memória
Hoje tenho uma boqueira. Uma coisa chata, instalada no canto da boca, que me seca os lábios, faz uma pequena crosta e se torna incomodativo.
Apliquei uma pomada que tenho cá por casa, daquelas coisas milagrosas, que curam quase tudo o que são pequenas maleitas. Lembrei-me então que quando era criança tinha isto frequentemente. A minha avó levava-me à drogaria, onde comprava sabão amarelo em barra e ácidos para matar formigas e ratos, e pedia uma pedrinha azul. Acho que era azul metileno ou qualquer coisa parecida. Eu devia esfregar de vez em quando o lábio com aquilo, mas ter muito cuidado para não pôr dentro da boca ou queimar demais a boqueira.
Era um tratamento que sempre me deixava desconfortável, pois, além de aquilo ter sido comprado no mesmo local que os raticidas, a minha avó falava como se fosse muito perigoso. Mas se era perigoso, porque é que ela me comprava aquilo?...
Agora será impossível saber. Já pesquisei aqui pela net e verifiquei que é um corante usado em questões químicas e também em medicina.
Hoje vou continuar a pôr a pomada cá de casa. Mas gostei de tirar este azul da memória e guardá-lo por aqui.
Apliquei uma pomada que tenho cá por casa, daquelas coisas milagrosas, que curam quase tudo o que são pequenas maleitas. Lembrei-me então que quando era criança tinha isto frequentemente. A minha avó levava-me à drogaria, onde comprava sabão amarelo em barra e ácidos para matar formigas e ratos, e pedia uma pedrinha azul. Acho que era azul metileno ou qualquer coisa parecida. Eu devia esfregar de vez em quando o lábio com aquilo, mas ter muito cuidado para não pôr dentro da boca ou queimar demais a boqueira.
Era um tratamento que sempre me deixava desconfortável, pois, além de aquilo ter sido comprado no mesmo local que os raticidas, a minha avó falava como se fosse muito perigoso. Mas se era perigoso, porque é que ela me comprava aquilo?...
Agora será impossível saber. Já pesquisei aqui pela net e verifiquei que é um corante usado em questões químicas e também em medicina.
Hoje vou continuar a pôr a pomada cá de casa. Mas gostei de tirar este azul da memória e guardá-lo por aqui.
sábado, 2 de outubro de 2010
Razoável Mente?...
"(...) De uma forma ou de outra, a maior parte dos objectos e das situações conduzem a alguma reacção emocional, embora uns em maior escala que outros. A reacção emocional pode ser fraca ou forte - e, felizmente para nós, é fraca na maior parte das vezes - mas, mesmo assim, está sempre presente. A emoção e o mecanismo biológico que lhe é subjacente são os companheiros obrigatórios do comportamento, consciente ou não. (...)
Felizmente, dado que também temos a capacidade de reflectir e planear, temos um meio de controlar a influente tirania da emoção: chama-se razão. Ironicamente, claro, os motores da razão também requerem emoção, o que significa que o poder da razão é por vezes bem modesto."
Felizmente, dado que também temos a capacidade de reflectir e planear, temos um meio de controlar a influente tirania da emoção: chama-se razão. Ironicamente, claro, os motores da razão também requerem emoção, o que significa que o poder da razão é por vezes bem modesto."
Damásio, A., O Sentimento de Si, pp. 79-80
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A textura da mente
"O pano de que são feitas as nossas mentes e o nosso comportamento é tecido não só de factos mas de ciclos de emoções seguidas de sentimentos que, uma vez conhecidos, geram novas emoções, numa polifonia contínua."
Damásio, A. O Sentimento de Si, p. 63
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Comentário
"Era altura de despedir os políticos profissionais e colocarmos profissionais na política"
Padre Fernando Ventura, Convidado da SicNotícias no jornal das 9
Padre Fernando Ventura, Convidado da SicNotícias no jornal das 9
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