Procura-se
Sempre vivo e nunca morto.
Procura-se
Quem nos falta na escrita, buscada sofregamente em cada fim de dia.
Procura-se
A companhia que, nunca deixando de ser ausente, ganhou o espaço da sua presença.
A desorientação é já grande na comunidade, que se interroga, em aflição: Como fazer?
Discute-se a hipótese de criar um cartaz para espalhar pelas cidades - com rosto de poesia, cabelos de sílabas e semblante de entrega – para que nos possam dar notícias.
Os mais pessimistas alvitram a hipótese de uma baixa por gripe A. Insurjo-me, grito furiosa: Ah! Mendes Criminosas! Abutres da desgraça! A minha hipótese prende-se com obrigações cívicas – a participação activa na campanha eleitoral, do lado dos que acreditam na liberdade e na mudança, no sonho e na poesia de vidas dedicadas a causas. Essa sim, era uma boa causa!
Mas que tudo isto causa inquietação causa; seja qual for a causa…
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Francisca
Uns amigos recentes, que estavam grávidos, anunciam hoje na sua frase do Messenger: "Nasceu a Francisca!"
Fiquei feliz por eles, evidentemente.
Não pude deixar de pensar nas voltas da vida, na regeneração e renovação do mundo, que às perdas de uns contrapõe os ganhos de outros - sempre em movimento...- no vai-vem de vidas que se cruza na nossa vida.
Fiquei feliz por eles, evidentemente.
Não pude deixar de pensar nas voltas da vida, na regeneração e renovação do mundo, que às perdas de uns contrapõe os ganhos de outros - sempre em movimento...- no vai-vem de vidas que se cruza na nossa vida.
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Palavras Doridas,
Partículas de Felicidade
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Comodidade na Informação
Cheguei a casa estafadinha do combate para explicar áquele 7º ano que eu sou a professora, que não podem falar todos ao mesmo tempo e que, se não pedirem para se levantar, mesmo que tenham razão e urgência em afiar o lápis ou deitar o lenço no lixo, teremos de colocar semáforos na recinto da aula.
Atirei-me para o sofá e comecei a zapar com pouco interesse. Não me apetecia ver séries, nem filmes, muito menos noticiários...até que topei com uma das excelentes entrevistas que o José Rodrigues dos Santos anda a fazer a escritores.
Gostei da conversa, mas não sabia quem era o autor. Fiquei por ali, até que referem o Coleccionador de Ossos. Eu gostei muito do filme e da ideia, mas não sabia quem era o criador da personagem.
Tinha ligado «automaticamene» a Internet e socorri-me do ciberespaço para perguntar quem era o autor que eu estava a ouvir falar. E lá estava - assim, instantaneamente - Jeffery Deaves.
Que cómodo poder encontrar assim a informação que complementa a aquisição de outra informação!
Atirei-me para o sofá e comecei a zapar com pouco interesse. Não me apetecia ver séries, nem filmes, muito menos noticiários...até que topei com uma das excelentes entrevistas que o José Rodrigues dos Santos anda a fazer a escritores.
Gostei da conversa, mas não sabia quem era o autor. Fiquei por ali, até que referem o Coleccionador de Ossos. Eu gostei muito do filme e da ideia, mas não sabia quem era o criador da personagem.
Tinha ligado «automaticamene» a Internet e socorri-me do ciberespaço para perguntar quem era o autor que eu estava a ouvir falar. E lá estava - assim, instantaneamente - Jeffery Deaves.
Que cómodo poder encontrar assim a informação que complementa a aquisição de outra informação!
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Inovações,
Partículas de Felicidade
Atchim!
Espirrou o rapaz, fazendo eco na sala.
- Muito bem! - disse eu, elogiando a forma como reparei que protegera o nariz com o braço, tal como ensinam os cartazes que nos ajudam a proteger da gripe A.
Satisfeito com o elogio, o rapaz abriu um sorriso, enquanto limpava com os dedos o ranho que lhe escorria do nariz.
- Muito bem! - disse eu, elogiando a forma como reparei que protegera o nariz com o braço, tal como ensinam os cartazes que nos ajudam a proteger da gripe A.
Satisfeito com o elogio, o rapaz abriu um sorriso, enquanto limpava com os dedos o ranho que lhe escorria do nariz.
Ser Professora
para mim, é assim o mais perto que conheço da Terra do Nunca. Fazer como o Peter Pan e recusar crescer, recusar acizentar e definhar na seriedade atrofiante de «ser adulto».
Deixa-los ensinarem-me as expressões da juventude deles, os «gadgets» de que se servem, as novas formas de comunicação.
Compreender, na prática, que, mesmo mudando-se os tempos e as vontades, o que nos faz rir e chorar não difere muito ao longo dos tempos.
Deixarem-me voar com eles na viagem da sua adolescência, qual Peter Pan ou Sininho.
O pior são os Capitães Ganchos que ameaçam o nosso périplo!...
Deixa-los ensinarem-me as expressões da juventude deles, os «gadgets» de que se servem, as novas formas de comunicação.
Compreender, na prática, que, mesmo mudando-se os tempos e as vontades, o que nos faz rir e chorar não difere muito ao longo dos tempos.
Deixarem-me voar com eles na viagem da sua adolescência, qual Peter Pan ou Sininho.
O pior são os Capitães Ganchos que ameaçam o nosso périplo!...
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Deixar-me surpreender
Vencida mais uma etapa, dei-me um sábado de descanso.
Sem grandes ideias sobre como preencher o meu descanso - não valia a pena fazer as malas, nem escolher um romance para ler, era tão só um sábado, singelo e isolado, como uma ilha num mar de trabalho - resolvi ir até Lisboa e deixar-me surpreender pela cidade.
E ela não me desiludiu: a capital estava fremente de actividades!
Dos ruidosos preparativos para o concerto dos UHF na Rua do Carmo, à exposição de fotografias de Simon Frederik, que se insinua quando subimos as escadas rolantes do Centro Comercial do Chiado, com destaque para o cordão de leitura com que me deleitei, quente pelo sol que iluminava o largo do Camões.
Entregarmo-nos a Lisboa pode ser surpreendente!
Sem grandes ideias sobre como preencher o meu descanso - não valia a pena fazer as malas, nem escolher um romance para ler, era tão só um sábado, singelo e isolado, como uma ilha num mar de trabalho - resolvi ir até Lisboa e deixar-me surpreender pela cidade.
E ela não me desiludiu: a capital estava fremente de actividades!
Dos ruidosos preparativos para o concerto dos UHF na Rua do Carmo, à exposição de fotografias de Simon Frederik, que se insinua quando subimos as escadas rolantes do Centro Comercial do Chiado, com destaque para o cordão de leitura com que me deleitei, quente pelo sol que iluminava o largo do Camões.
Entregarmo-nos a Lisboa pode ser surpreendente!
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