segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ontem: Amália Hoje em Alcobaça


Património de frente para o Património!
O Mosteiro medieval, encarava o rosto de Amália original, tudo formando a moldura da reinvenção do fado pelos ritmos pop dos «Amália Hoje».






Sónia Tavares no seu melhor




Uma voz capaz de fazer vibrar as pedras do Mosteiro!




Uma emoção de menina, acolhida no colo da terra que a viu crescer, quando dizia «Obrigada» e a covinha na bochecha iluminava o rosto desta nova Amália.



E o público dançou


e cantou




e vibrou;



houve até quem deixasse



correr as lágrimas



(mas não me vou acusar)



25000pessoas estima o jornal


«Um mar de gente»,

sem dúvida.





Passado... Presente... Futuro...

Será que há mesmo uma divisão?

Eles não existiriam uns sem os outros

No presente

Para os presentes

Que sentiram que o tempo não existia....ali, naqueles momentos mágicos.

Obrigada, obrigada, obrigada!

Setembro é já amanhã

Não, não NÃO!
Não quero voltar à escola!
Não quero. Não posso não querer?
Amanhã vai ser um dia muito penoso: os beijinhos, as observações hipócritas sobre as férias e o «'tás mais magra?...», os olhares pelo canto do olho e o início do desfilar da burrocracia que vai matando - por envenenamento - o ofício de ensinar...
Esse verdadeiramente só começará no meio do mês, quando a escola volta a encher-se de vida, de gritos, de mochilas amontoadas aos cantos, do som dos passos corridos pelas escadas e das exclamações de alegria pelo toque de saída.
Mas nessa altura, já o entusiasmo e emoção com que escrevo estas palavras estará soterrado por muitos relatórios e planificações, por medições absurdas do que não se pode medir: o entusiasmo de aprender, o empenho de ensinar.
Fixados em múltiplas grelhas, os números frios não deixam vislumbrar o olhar interessado das crianças, que era tudo o que era importante antes de haver grelhas, estatísticas e objectivos internacionais de usar o ensino como arma de arremsso ou vestimenta política.
E porque sou professora, amanhã - que é Setembro - vou começar a afogar a minha utopia em grelhas e programas informáticos para fabricar os números que sairão nas estatísticas.
No meio do mês de Setembro - que dantes era um magnífico mês de férias neste jardim à beira-mar plantado; mas isso era antes dos pais trabalharem tantas horas por dia e os filhos terem tantas actividades curriculares e extra-curriculares neste caminho do estrelato estatístico em que entrámos há uns anos - encontrar-me-ei com os alunos e vou tentar, com muita força, recordar-me de que o meu ofício é ensinar, antes de tudo ensina-los que saber aprender é a coisa mais preciosa do mundo, que afasta a solidão e o tédio e nos permite criar projectos de vida, mesmo que não estejam na lista das profissões de 'top'.
E vou-lhes pedir que me acompanhem e que não me deixem esmorecer, neste mundo que endoidou na corrida para gravar a sua estrela no passeio da fama.
Amanhã é já Setembro.
Pensando melhor...não posso voltar só em Oitembro?

domingo, 30 de agosto de 2009

Último Domingo delas

As Férias

Deixei o anzol em casa
e a isca, nem tive tempo de pensar,
mas o dia tem uma brandura de asa
- vou pescar.

Pesca sem anzol nem isca.
Ter férias, tem, quem sente
a vida que mordisca
a linha negligente.

Ao pescador que se deixe
a tarefa de pescar.
Ter férias é deixar o peixe
ter suas férias no mar.

Hoje, a suavidade
da areia e do sol.
Amanhã, a cidade
E o anzol.


Sidónio Muralha

E o conjunto António Mafra?

"Eram praí sete e picos, oito e coisa, nove e tal."

sábado, 29 de agosto de 2009

Está um calor de ananases!

E agora? Como é que eu vou descascar o abacaxi do trabalho que tenho para fazer esta tarde?
A banda sonora escolhida é o ritmo cubano de CompaySegundo, mas...não-sei-não, estes ondulados são mais propícios a outras vontades que à de trabalhar...
Dançar...descalça...na sombra de uma árvore...

P'ra dores várias...

"Todo o remédio tem contra-indicação,
mas nem toda a contra-indicação tem remédio"


G. Najjar Jr.

O Poema Original

"Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutra pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse ao abismo
e faz um filho às palavras
na cama do romantismo
Original é o poeta
capaz de escrever em sismo"


Ary dos Santos

Para ler, na íntegra, no comentário gentilmente colocado ao post anterior.