"A roupa faz o homem. Pessoas nuas têm pouca ou nenhuma influência sobre a sociedade."
Mark Twain
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Por aqui é Primavera
Por estas alturas a terra que me acolheu ganha uma dinâmica muito própria e uma atmosfera cosmopolita.
Para além das excursões organizadas, que durante todo o ano vão passando e quase não param, agora há muita gente dispersa a circular. As matrículas dos carros denunciam diferentes origens, as sonoridades evocam países distantes, de origem ou de longas permanências. São comuns as frases começadas em português com um pequeno sotaque adquirido em anos de emigração ou as conversas bilingues; que os nossos emigrantes costumam trazer os autóctones que os acolheram para conhecer as maravilhas do país a que sempre sonham retornar na reforma.
Do nosso ponto de observação, na esplanada habitual, a geografia das gentes que povoa o espaço ao redor do monumento é completamente diferente no Verão. Durante todo o ano existem grupos que caminham ordeiramente atrás do guia junto à parede do monumento, que normalmente só tiram fotos depois da visita e que retornam em fila indiana para o seu autocarro. Agora, existem pequenos grupos espalhados pelo terreiro, em pose para as fotos, em admiração de diferentes perspectivas, a olhar à volta a seu bel-prazer, sem a direcção turística de uma qualquer agência comercial.
Entram nos cafés, esforçam-se por dizer o nome dos bolos, vão ao correio comprar selos, enviam postais ilustrados, entram no lugar da fruta e apreciam os produtos da região.
Sentem, respiram, circulam pela terra, que é só nossa durante o Inverno, mas que se renova no Verão.
Para o património que eu idolatro todo o ano, o Verão é a Primavera, o tempo em que tudo se renova por aqui, o tempo em que o Mosteiro volta a ser o espaço de encontro de culturas que sempre foi. E de reflexão. E de convite a uma religiosidade que pode até nem ser necessariamene católica, mas que nos faz «ajoelhar mentalmente» perante tal realização da Fé - Património da Humanidade, de direito e de facto.
Como pequeninos insectos os turistas espalham-se pelo terreiro. Alguns falam francês, como os primeiros monges que apostaram no desenvolvimento deste território.
Semicerro os olhos e juro que vejo o Mosteiro sorrir, os sinos como olhos a contemplar o espanto que hoje, ainda e sempre vai causando.
É a minha terra no Verão, a renovar-se para a austeridade monástica do Inverno.
Para além das excursões organizadas, que durante todo o ano vão passando e quase não param, agora há muita gente dispersa a circular. As matrículas dos carros denunciam diferentes origens, as sonoridades evocam países distantes, de origem ou de longas permanências. São comuns as frases começadas em português com um pequeno sotaque adquirido em anos de emigração ou as conversas bilingues; que os nossos emigrantes costumam trazer os autóctones que os acolheram para conhecer as maravilhas do país a que sempre sonham retornar na reforma.
Do nosso ponto de observação, na esplanada habitual, a geografia das gentes que povoa o espaço ao redor do monumento é completamente diferente no Verão. Durante todo o ano existem grupos que caminham ordeiramente atrás do guia junto à parede do monumento, que normalmente só tiram fotos depois da visita e que retornam em fila indiana para o seu autocarro. Agora, existem pequenos grupos espalhados pelo terreiro, em pose para as fotos, em admiração de diferentes perspectivas, a olhar à volta a seu bel-prazer, sem a direcção turística de uma qualquer agência comercial.
Entram nos cafés, esforçam-se por dizer o nome dos bolos, vão ao correio comprar selos, enviam postais ilustrados, entram no lugar da fruta e apreciam os produtos da região.
Sentem, respiram, circulam pela terra, que é só nossa durante o Inverno, mas que se renova no Verão.
Para o património que eu idolatro todo o ano, o Verão é a Primavera, o tempo em que tudo se renova por aqui, o tempo em que o Mosteiro volta a ser o espaço de encontro de culturas que sempre foi. E de reflexão. E de convite a uma religiosidade que pode até nem ser necessariamene católica, mas que nos faz «ajoelhar mentalmente» perante tal realização da Fé - Património da Humanidade, de direito e de facto.
Como pequeninos insectos os turistas espalham-se pelo terreiro. Alguns falam francês, como os primeiros monges que apostaram no desenvolvimento deste território.
Semicerro os olhos e juro que vejo o Mosteiro sorrir, os sinos como olhos a contemplar o espanto que hoje, ainda e sempre vai causando.
É a minha terra no Verão, a renovar-se para a austeridade monástica do Inverno.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ser turista em Lisboa
Olhar o Tejo, lambendo um gelado.
Subir as escadinhas para o Museu de Arte Antiga. Portugal no Mundo? Claro! Que bela exposição. Algumas das joias eu já conhecia «ao vivo», outras dos livros de História. E que emoção ver (ali, ao pé de mim!) o planisfério desenhado segundo os dados de Ptolomeu, que tantas vezes me serve de pretexto para falar da «Aventura da Expansão Portuguesa» (e espanhola também, vá...)
A emoção do contacto com as peças autênticas! Fez-me lembrar a «XVII Exposição de Arte Ciência e Cultura» - outra aventura em Lisboa: visitei pela primeira vez a Casa dos Bicos, aprendi o que era um holograma, vi pinturas, ourivesaria, marfins...mas o que mais me encantou foram as cartas náuticas, os mapas "ilustrados" que estão quase todos em museus estrangeiros. Grande exposição essa. Grande mergulho na História. Grande injecção de orgulho pátrio...ou não...muitas dúvidas e muito maravilhamento. Já foi há tanto tempo!...Ainda nem tinha entrado para a Faculdade!
Até disso hoje falámos, neste dia «tagarelento» sem assunto nem tempo definido para a conversa. Quando entrámos para a Universidade!...Para mim foi um momento muito, muito especial!
Subir o elevador de Santa Justa, pela tarde...Tantos anos em Lisboa e só hoje o consegui fazer! "E os arcobotantes do Carmo aqui tão perto"..."Olha a rua do Carmo!"
"Há quanto tempo já ardeu o Chiado?..."
"O Castelo...as cores...os telhados...A LUZ DE LISBOA!"
O deslumbramento era total.
A única diferença entre nós e os verdadeiros turistas era a máquina fotográfica. Que todos nos esquecemos de levar. Afinal íamos só a Lisboa...
"No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira, encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo"
Lisboa Menina e Moça, composição de Ary dos Santos e Paulo de Carvalho para a voz de Carlos do Carmo
ou de todos os que lhes apeteça cantar...sempre com a emoção que Lisboa merece.
Subir as escadinhas para o Museu de Arte Antiga. Portugal no Mundo? Claro! Que bela exposição. Algumas das joias eu já conhecia «ao vivo», outras dos livros de História. E que emoção ver (ali, ao pé de mim!) o planisfério desenhado segundo os dados de Ptolomeu, que tantas vezes me serve de pretexto para falar da «Aventura da Expansão Portuguesa» (e espanhola também, vá...)
A emoção do contacto com as peças autênticas! Fez-me lembrar a «XVII Exposição de Arte Ciência e Cultura» - outra aventura em Lisboa: visitei pela primeira vez a Casa dos Bicos, aprendi o que era um holograma, vi pinturas, ourivesaria, marfins...mas o que mais me encantou foram as cartas náuticas, os mapas "ilustrados" que estão quase todos em museus estrangeiros. Grande exposição essa. Grande mergulho na História. Grande injecção de orgulho pátrio...ou não...muitas dúvidas e muito maravilhamento. Já foi há tanto tempo!...Ainda nem tinha entrado para a Faculdade!
Até disso hoje falámos, neste dia «tagarelento» sem assunto nem tempo definido para a conversa. Quando entrámos para a Universidade!...Para mim foi um momento muito, muito especial!
Subir o elevador de Santa Justa, pela tarde...Tantos anos em Lisboa e só hoje o consegui fazer! "E os arcobotantes do Carmo aqui tão perto"..."Olha a rua do Carmo!"
"Há quanto tempo já ardeu o Chiado?..."
"O Castelo...as cores...os telhados...A LUZ DE LISBOA!"
O deslumbramento era total.
A única diferença entre nós e os verdadeiros turistas era a máquina fotográfica. Que todos nos esquecemos de levar. Afinal íamos só a Lisboa...
"No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira, encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo"
Lisboa Menina e Moça, composição de Ary dos Santos e Paulo de Carvalho para a voz de Carlos do Carmo
ou de todos os que lhes apeteça cantar...sempre com a emoção que Lisboa merece.
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domingo, 26 de julho de 2009
Os Domingos deles
Seguindo um hábito que se vai arreigando - quem me havia de dizer tudo o que este blogue me havia de trazer!... - lá fui à procura de umas «palavras de outros» para ilustrar o domingo, ou as dúvidas sobre a Fé, que, como já expliquei, por vezes o s Domingos também me trazem.
"Bati com o pé no deserto
e não nasceu uma fonte...
Toquei numa rocha
e não se cobriu de açucenas...
Beijei uma árvore
e o enforvado não ressuscitou...
Amaldiçoei a paisagem
e não secaram as raízes...
Digam-me lá: para que diabo serve ser poeta?
(Os santos são mais felizes.)"
José Gomes Ferreira, Café XXII
"O milagre não é dar vida ao corpo extinto
ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!"
Mário Quintana
"Bati com o pé no deserto
e não nasceu uma fonte...
Toquei numa rocha
e não se cobriu de açucenas...
Beijei uma árvore
e o enforvado não ressuscitou...
Amaldiçoei a paisagem
e não secaram as raízes...
Digam-me lá: para que diabo serve ser poeta?
(Os santos são mais felizes.)"
José Gomes Ferreira, Café XXII
"O milagre não é dar vida ao corpo extinto
ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!"
Mário Quintana
Atmosfera de Domingo
Começar o dia na esplanada, com os amigos, a beneficiar do sol, da companhia e de um "dolce far niente" que nos faz sorrir assim.
Tocam os sinos, em chamamento. Alvoroço na turma.
- Tenho de ir...Não gosto de ficar na missa cá atrás.
- Porquê? O Deus Nosso Senhor não está em todo o lado?
- Sim, mas o Padre não e eu não o ouço. Gosto de ficar à frente. Vamos indo.
- Eu já lá vou ter. Não faço questão de ficar à frente. Vou terminar o café.
Ficou a companhia diminuída. Houve uma triagem pelo grau de cristianidade. Ou, mais exactamente, pelo grau de militância, que a Fé não se mede pelas práticas. Pelo menos eu acho assim...Encalhei nos argumentos de Lutero e acho-lhes tino: Fazer boas obras nem sempre é sinónimo de Fé. Pode até ser de ostentação...A Fé só Deus sabe se a temos...Diria hoje Lutero, com vocabulário moderno - Quantas das práticas exibidas são apenas «show-off»!...
A conversa vai esmorecendo. Mais uns que se dispersam...Por fim ficamos só dois: - Bem...
- Melhor irmos indo também...
Arrastando os passso e a conversa até à porta onde nos separamos...que o domingo é isso mesmo. Dedicarmo-nos ao que é importante; àquilo em que vamos tendo Fé, tendo provas de Existência: Deus, os Amigos, a Solidariedade, um Sorriso, uma Companhia.
No fundo, trata-se tudo do mesmo: dos suportes de vida que vamos encontrando, daquilo que nos faz caminhar com segurança, de quem sentimos que nos ampara, neste mundo e no outro.
Dúvidas e hesitações todos vamos tendo: de uma resposta torta que nos faz duvidar da Amizade, de um comentário maldoso, que nos faz duvidar da Sinceridade da companhia, de uma morte (tão nova!) que nos faz duvidar de uma Justiça Divina...
Quem não tem dúvidas? Quem não tem necessidade de repensar a sua Fé em tudo o que lhe suporta a Vida, de vez em quando?...
Talvez a atmosfera do Domingo seja especialmente propícia a este tipo de reflexões.
Tocam os sinos, em chamamento. Alvoroço na turma.
- Tenho de ir...Não gosto de ficar na missa cá atrás.
- Porquê? O Deus Nosso Senhor não está em todo o lado?
- Sim, mas o Padre não e eu não o ouço. Gosto de ficar à frente. Vamos indo.
- Eu já lá vou ter. Não faço questão de ficar à frente. Vou terminar o café.
Ficou a companhia diminuída. Houve uma triagem pelo grau de cristianidade. Ou, mais exactamente, pelo grau de militância, que a Fé não se mede pelas práticas. Pelo menos eu acho assim...Encalhei nos argumentos de Lutero e acho-lhes tino: Fazer boas obras nem sempre é sinónimo de Fé. Pode até ser de ostentação...A Fé só Deus sabe se a temos...Diria hoje Lutero, com vocabulário moderno - Quantas das práticas exibidas são apenas «show-off»!...
A conversa vai esmorecendo. Mais uns que se dispersam...Por fim ficamos só dois: - Bem...
- Melhor irmos indo também...
Arrastando os passso e a conversa até à porta onde nos separamos...que o domingo é isso mesmo. Dedicarmo-nos ao que é importante; àquilo em que vamos tendo Fé, tendo provas de Existência: Deus, os Amigos, a Solidariedade, um Sorriso, uma Companhia.
No fundo, trata-se tudo do mesmo: dos suportes de vida que vamos encontrando, daquilo que nos faz caminhar com segurança, de quem sentimos que nos ampara, neste mundo e no outro.
Dúvidas e hesitações todos vamos tendo: de uma resposta torta que nos faz duvidar da Amizade, de um comentário maldoso, que nos faz duvidar da Sinceridade da companhia, de uma morte (tão nova!) que nos faz duvidar de uma Justiça Divina...
Quem não tem dúvidas? Quem não tem necessidade de repensar a sua Fé em tudo o que lhe suporta a Vida, de vez em quando?...
Talvez a atmosfera do Domingo seja especialmente propícia a este tipo de reflexões.
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sábado, 25 de julho de 2009
Popular e Alentejano
Quente, mas leve, como tudo em mim, neste sábado, que serve de separador entre etapas, de uma empreitada, cujo tempo se vai escoando no cumprimento do caderno de encargos.
"Tinta Verde dos teus olhos
escreve torto no meu peito
Amores tenho eu aos molhos
se pró teu me faltar jeito
Amores tenho eu aos molhos
se pró teu me faltar jeito
Tinta verde dos teus olhos
escreve torto no meu peito"
Vitorino (lembram-se?)
"Passei à tua porta, vi raminhos d'hortelã;
Queres casar comigo, hã?"
Contada numa mesa de café, entre amigos, por este país afora...
"Tinta Verde dos teus olhos
escreve torto no meu peito
Amores tenho eu aos molhos
se pró teu me faltar jeito
Amores tenho eu aos molhos
se pró teu me faltar jeito
Tinta verde dos teus olhos
escreve torto no meu peito"
Vitorino (lembram-se?)
"Passei à tua porta, vi raminhos d'hortelã;
Queres casar comigo, hã?"
Contada numa mesa de café, entre amigos, por este país afora...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Por fim
lá coube tudo.
Mais uma etapa...
Agora é arrumar os papeis e delinear a estratégia para cumprir a etapa seguinte.
Mas, pelo meio, respirar um bocadinho...
Informou-me uma sobrinha minha que desapareceram da praia as Bolas da Nívea!
E parece que ninguém faz nada!
Faziam parte de todo um património estival da nossa infância e juventude (pronto, e da idade adulta também) de encontros marcados «junto à Bola da Nívea», numa praia perto de si.
Que julgam estas modernas criaturas? Que o facto de terem telemóveis para marcar encontros lhes dá o direito de suprimirem os ícones de tempos anteriores?
Pois espero que, a quem pensa assim, aconteça o telemovelzinho levar um banho de mar, ficar a fritar em sal e afónico. Depois quero ver como se desenrascam...
Talvez tenha tempo este fim de semana para ver se as Bolas da Nívea subsistem nas praias do Oeste. Ou pelo menos as Bolas de Berlim...
"- Pastelinhos de bacalhau não há...
- Então, dois copinhos de Aldeia Nova!"
Aposto que a malta do telemóvel não pescou nada desta piada! Esta é nossa! Como as Bolas da Nívea! Ah!
Mais uma etapa...
Agora é arrumar os papeis e delinear a estratégia para cumprir a etapa seguinte.
Mas, pelo meio, respirar um bocadinho...
Informou-me uma sobrinha minha que desapareceram da praia as Bolas da Nívea!
E parece que ninguém faz nada!
Faziam parte de todo um património estival da nossa infância e juventude (pronto, e da idade adulta também) de encontros marcados «junto à Bola da Nívea», numa praia perto de si.
Que julgam estas modernas criaturas? Que o facto de terem telemóveis para marcar encontros lhes dá o direito de suprimirem os ícones de tempos anteriores?
Pois espero que, a quem pensa assim, aconteça o telemovelzinho levar um banho de mar, ficar a fritar em sal e afónico. Depois quero ver como se desenrascam...
Talvez tenha tempo este fim de semana para ver se as Bolas da Nívea subsistem nas praias do Oeste. Ou pelo menos as Bolas de Berlim...
"- Pastelinhos de bacalhau não há...
- Então, dois copinhos de Aldeia Nova!"
Aposto que a malta do telemóvel não pescou nada desta piada! Esta é nossa! Como as Bolas da Nívea! Ah!
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