"Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse,
Do que disse não gostei."
António Aleixo
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Hoje
De manhã a rua cheirava bem. Como se no dia que o calendário lhe dedica, S. Pedro, tivesse querido lançar, com as chuvas da noite, um novo amaciador.
A mim amaciou-me o dia, com o aroma doce e fresco da terra agradecida.
A mim amaciou-me o dia, com o aroma doce e fresco da terra agradecida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Afirmações do Amor
"Quando o Céu quer salvar um homem
Dá-lhe a Afeição para o proteger"
Provérbio Chinês
"(...) Este é o poema do amor.
O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhe,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.
Este é o poema do amor."
António Gedeão
Dá-lhe a Afeição para o proteger"
Provérbio Chinês
"(...) Este é o poema do amor.
O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes amor,
amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhe,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.
Este é o poema do amor."
António Gedeão
sábado, 27 de junho de 2009
Todos temos fantasias!
Depoimento:
"Na realidade eu sou uma pantera negra, mas estou temporariamente presa no corpo desta gata doméstica e não posso rebelar-me contra as manifestações de dedicação da minha «dona», como fotografar-me de forma contínua com a sua máquina nova.
Sem dúvida patético, embora com uma dose - não completamente desprezível - de ternura..."
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Palavras vãs,
Palavreado,
Partículas de Felicidade
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Público Ingrato
Só nos lembramos deles quando desaparecem! Eu, pelo menos, sou assim. E sinto que é uma injustiça perante quem nos marcou as vidas, os sonhos e os posters do quarto de adolescente.
Há uns tempos, quando um dos meus sobrinhos me perguntou pelas personagens da música e do cinema que marcaram a minha adolescência, só me lembrei do Travolta e da Guerra das Estrelas. A criança - indignada face à pobreza do panorama idolar da minha juventude - disse "Só?", mas nada mais me ocorreu.
Hoje, ao ver as notícias das mortes de Michael Jackson e Farra Fawcet (não sei como se escreve e não me apetece ir ver), senti que sou muito injusta. Ambos marcaram a minha juventude: ela, o padrão de beleza que tentávamos copiar, pelo menos na moldura de rosto feita pelos caracois do cabelo (que dava uma trabalheira), ele, pelo fascínio de uma música que não sei classificar, mas sei reconhecer e pelo tipo de dança, que ocupava muita gente a ver, a tentar, a aplaudir...
E, de facto, de ontem para hoje, reconheci e perdi dois ícones da minha geração, para os quais tenho sido um público ingrato.
Há uns tempos, quando um dos meus sobrinhos me perguntou pelas personagens da música e do cinema que marcaram a minha adolescência, só me lembrei do Travolta e da Guerra das Estrelas. A criança - indignada face à pobreza do panorama idolar da minha juventude - disse "Só?", mas nada mais me ocorreu.
Hoje, ao ver as notícias das mortes de Michael Jackson e Farra Fawcet (não sei como se escreve e não me apetece ir ver), senti que sou muito injusta. Ambos marcaram a minha juventude: ela, o padrão de beleza que tentávamos copiar, pelo menos na moldura de rosto feita pelos caracois do cabelo (que dava uma trabalheira), ele, pelo fascínio de uma música que não sei classificar, mas sei reconhecer e pelo tipo de dança, que ocupava muita gente a ver, a tentar, a aplaudir...
E, de facto, de ontem para hoje, reconheci e perdi dois ícones da minha geração, para os quais tenho sido um público ingrato.
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Palavras à Medida,
Palavras Doridas
Atenção às Praias da Linha de Sintra
Com a morte de Michael Jackson penso que deverá iniciar-se um movimento louco-esotérico do tipo do que afirma a persistência da saúde de Elvis Presley, neste mundo ou num paralelo.
Dada a informação, recentemente vinda a lume num anúncio da Galp, de que "Elvis está vivo no Magoito", aconselho o reforço da vigilância de outras praias da Linha de Sintra e Estoril, face à provável aparição/retiro desta nova personagem de vivacidade ambígua.
Dada a informação, recentemente vinda a lume num anúncio da Galp, de que "Elvis está vivo no Magoito", aconselho o reforço da vigilância de outras praias da Linha de Sintra e Estoril, face à provável aparição/retiro desta nova personagem de vivacidade ambígua.
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