"Ai se eu pudesse
ter a paz
para te dar
um pouco do céu,
um pouco do sonho,
um pouco de paz...
Sem outra razão, já valia a pena..."
Razão de Ser (e valer a pena), Ala dos Namorados (Album Cristal)
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Quero ler-te?
"Eu quero entrar
no teu enredo
mas tenho medo
de não conseguir passar
do prefácio"
Ponto Zero, Letra de Carlos Tê para os Clã (Album Cintura)
no teu enredo
mas tenho medo
de não conseguir passar
do prefácio"
Ponto Zero, Letra de Carlos Tê para os Clã (Album Cintura)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Definições Politicamente Pensadas
"Transplante - A grande esperança do futuro é o transplante de órgãos públicos.
Visão - A falta de visão periférica do governo está na menina dos olhos tristes da periferia."
Georges Najjar Jr., Desaforismos
Visão - A falta de visão periférica do governo está na menina dos olhos tristes da periferia."
Georges Najjar Jr., Desaforismos
segunda-feira, 22 de junho de 2009
E esta, hem?
Sabendo do meu interesse pelas iniciativas, informaram-me pessoalmente dos índices de participação:
22000 no Pic-Nic, 150 na corrida de saltos altos.
Estranha esta diferença de participação, pois na segunda iniciativa era possível, caso se tornasse o vencedor, receber um prémio de 1000 € e no Pic-Nic não se ganhava nada (digo eu que sou certamente uma alma materialista...)
22000 no Pic-Nic, 150 na corrida de saltos altos.
Estranha esta diferença de participação, pois na segunda iniciativa era possível, caso se tornasse o vencedor, receber um prémio de 1000 € e no Pic-Nic não se ganhava nada (digo eu que sou certamente uma alma materialista...)
domingo, 21 de junho de 2009
Jornalista: "Que é feito da nossa utopia?"
Fernando Dacosta: "O grande problema neste momento é que não temos utopia. Os grandes vultos da cultura desapareceram. Na parte política estão todos a querer remendar um sistema que já está completamente desfeito. Há que retirar tudo e criar outro novo. (...) Os quatro pilares de toda a cultura, segundo Agostinho da Silva, são o comer decente, vestir confortável, habitar seguro e pensar livre."
Palco às Escuras
De vez em quando volto a constatar, com tristeza, que não passa teatro na televisão.
Recordo muitas peças de teatro que via na televisão quando era pequena, logo a seguir ao 25 de Abril. Algumas eram duras e muito pesadas, outras tinham referências muito explícitas a questões sexuais, (que eu percebia mais pela perturbação e indignação da minha avó do que pelo teor das cenas, verdadeiramente) e havia teatro para crianças...
Não sei que idade teria quando vi "A Morte do Caixeiro Viajante", interpretada pelo António Montês, mas sei que me marcou muito, pois fixei o nome do actor e tenho por ele muito carinho. Vi "A Mãe Coragem" e outros. Também havia teatro cómico, como a famosa "Maluquinha de Arroios" ou "A Vizinha do Lado", que vi várias vezes, com muito agrado.
E o teatro da televisão motivava para ir ao teatro a sério (a emoção que senti quando vi, ao vivo, no Teatro Nacional, a Eunice Munoz/Mãe Coragem e a Irene Cruz/Filha!).
Lembro-me também de ter visto no canal 2 uma excelente série documental sobre a História do Teatro - mas essa era estrangeira.
E lia-se teatro!
Comprei livros de teatro para ler. Lia-os alto, treinando, pois na altura sonhava ser actriz.
E fui-me lembrar disto tudo, agora, porquê? Porque há poucos dias um amigo que gosta de teatro e desenvolve projectos de teatro numa escola fez anos. E eu aproveitei a ocasião para lhe comprar um livro sobre teatro e, pensava eu, actualizar o meu repertório sobre leituras de teatro, que penso voltar a empreender um dia. Qual não é o meu espanto quando na Bertrand - a original, a velhinha do Chiado, onde sempre me sinto em casa - a escolha não era muita; e era sobretudo de teatro estrangeiro, particularmente brasileiro. Fiquei um pouco apreensiva, mas não tive muito tempo para pensar sobre o assunto.
Ontem aninhei-me a ler uma entrevista de Fernando Dacosta no jornal da Sociedade Portuguesa de Autores. Eu adoro o Fernando Dacosta e ele é, precisamente, um dos autores que eu li também em teatro. E leio isto: "(...) tinha uma peça d teatro que escrevi, mas meti-a na gaveta e nem sequer a publico. Porque não há teatro português. Todos os responsáveis por grupos de teatro, ainda por cima a receberem subsídios, olham-no com sobranceria e com desdém."
Pois é, temos o palco às escuras. Porquê?
Recordo muitas peças de teatro que via na televisão quando era pequena, logo a seguir ao 25 de Abril. Algumas eram duras e muito pesadas, outras tinham referências muito explícitas a questões sexuais, (que eu percebia mais pela perturbação e indignação da minha avó do que pelo teor das cenas, verdadeiramente) e havia teatro para crianças...
Não sei que idade teria quando vi "A Morte do Caixeiro Viajante", interpretada pelo António Montês, mas sei que me marcou muito, pois fixei o nome do actor e tenho por ele muito carinho. Vi "A Mãe Coragem" e outros. Também havia teatro cómico, como a famosa "Maluquinha de Arroios" ou "A Vizinha do Lado", que vi várias vezes, com muito agrado.
E o teatro da televisão motivava para ir ao teatro a sério (a emoção que senti quando vi, ao vivo, no Teatro Nacional, a Eunice Munoz/Mãe Coragem e a Irene Cruz/Filha!).
Lembro-me também de ter visto no canal 2 uma excelente série documental sobre a História do Teatro - mas essa era estrangeira.
E lia-se teatro!
Comprei livros de teatro para ler. Lia-os alto, treinando, pois na altura sonhava ser actriz.
E fui-me lembrar disto tudo, agora, porquê? Porque há poucos dias um amigo que gosta de teatro e desenvolve projectos de teatro numa escola fez anos. E eu aproveitei a ocasião para lhe comprar um livro sobre teatro e, pensava eu, actualizar o meu repertório sobre leituras de teatro, que penso voltar a empreender um dia. Qual não é o meu espanto quando na Bertrand - a original, a velhinha do Chiado, onde sempre me sinto em casa - a escolha não era muita; e era sobretudo de teatro estrangeiro, particularmente brasileiro. Fiquei um pouco apreensiva, mas não tive muito tempo para pensar sobre o assunto.
Ontem aninhei-me a ler uma entrevista de Fernando Dacosta no jornal da Sociedade Portuguesa de Autores. Eu adoro o Fernando Dacosta e ele é, precisamente, um dos autores que eu li também em teatro. E leio isto: "(...) tinha uma peça d teatro que escrevi, mas meti-a na gaveta e nem sequer a publico. Porque não há teatro português. Todos os responsáveis por grupos de teatro, ainda por cima a receberem subsídios, olham-no com sobranceria e com desdém."
Pois é, temos o palco às escuras. Porquê?
sábado, 20 de junho de 2009
Pedido de Socorro
Não sei o que terá acontecido aos membros do PSD que publicaram por todo o País mega-cartazes com a frase enigmática "Nunca baixamos os braços".
Eu bem sei o que isso é, porque uma vez, quando era muito novinha, resolvi depilar as axilas com um creme, mas não li bem as instruções e deixei o creme na pele por tempo demais. Depois fiquei assim, também, sem poder baixar os braços durante um tempo.
Na altura, só disse a duas amigas (tinha até vergonha do incidente), mas, já que o PSD resolveu corajosamente divulgar o seu problema, eu, em solidariedade, conto aqui publicamente este "pedaço de biografia", prestando-lhes toda a minha compreensão.
Espero que passe depressa!
Eu bem sei o que isso é, porque uma vez, quando era muito novinha, resolvi depilar as axilas com um creme, mas não li bem as instruções e deixei o creme na pele por tempo demais. Depois fiquei assim, também, sem poder baixar os braços durante um tempo.
Na altura, só disse a duas amigas (tinha até vergonha do incidente), mas, já que o PSD resolveu corajosamente divulgar o seu problema, eu, em solidariedade, conto aqui publicamente este "pedaço de biografia", prestando-lhes toda a minha compreensão.
Espero que passe depressa!
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