Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Receita Culinária de Sucesso
Rechear o frigorífico com fruta da época e depois ir servindo ao longo do dia: cerejas, maçãs, meloa, alperces...
Aditamento ao 'post' anterior
Quero esclarecer que não defendo a abstenção (nem a abstinência, que na linguagem comum é usada com um sentido diferente, embora - fui agora mesmo verficar - no meu dicionário esteja explícito que estas expressões são sinónimos).
A abstenção é aliás um fenómeno que me preocupa e orgulho-me de ainda não ter falhado o meu direito/dever a uma mesa de voto (a não ser uma vez, para o Conselho Directivo da Escola, mas a lista era única...).
Mas é um facto que está cada vez mais difícil votar. Em quem? Ouvi-los não motiva ninguém. E estou profundamente escandalizada com o facto de todos estarem de acordo com a realização das eleições separadas. Podia realizar-se tudo num só dia e poupava-se muuuuiiiiito dinheiro, campanhas, tempo e, certamente, diminuia-se a abstenção, pois para as eleições autárquicas e legislativas a afluência tem sido bem maior que para as europeias.
Votar por projectos? O cepticismo perante a possibilidade de os cumprirem depois instala-se...
Votar por ideologias? Por vezes (muitas vezes) parece que ficaram cativas nas páginas dos livros e no sangue derramado noutros tempos.
Votar nas pessoas, pelo seu aspecto e credibilidade? Risca!
'Tá difícil!...
Votar para dizermos que estamos vivos e atentos, para que não cresça a possibilidade de alguém resolver oferecer-se para nos "tirar dos ombros o fardo de decidir", para evitar que alguém nos alivie dos obrigações desta difícil democracia? Achei! É isso mesmo. Não convém dar-lhes argumentos!
Eu vou votar!
A abstenção é aliás um fenómeno que me preocupa e orgulho-me de ainda não ter falhado o meu direito/dever a uma mesa de voto (a não ser uma vez, para o Conselho Directivo da Escola, mas a lista era única...).
Mas é um facto que está cada vez mais difícil votar. Em quem? Ouvi-los não motiva ninguém. E estou profundamente escandalizada com o facto de todos estarem de acordo com a realização das eleições separadas. Podia realizar-se tudo num só dia e poupava-se muuuuiiiiito dinheiro, campanhas, tempo e, certamente, diminuia-se a abstenção, pois para as eleições autárquicas e legislativas a afluência tem sido bem maior que para as europeias.
Votar por projectos? O cepticismo perante a possibilidade de os cumprirem depois instala-se...
Votar por ideologias? Por vezes (muitas vezes) parece que ficaram cativas nas páginas dos livros e no sangue derramado noutros tempos.
Votar nas pessoas, pelo seu aspecto e credibilidade? Risca!
'Tá difícil!...
Votar para dizermos que estamos vivos e atentos, para que não cresça a possibilidade de alguém resolver oferecer-se para nos "tirar dos ombros o fardo de decidir", para evitar que alguém nos alivie dos obrigações desta difícil democracia? Achei! É isso mesmo. Não convém dar-lhes argumentos!
Eu vou votar!
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Partículas de Felicidade
Com os políticos que temos!
"(...) uma campanha esclarecedora e informativa é o melhor contributo para que, no próximo dia 7, os cidadãos tenham todos os elementos necessários para, em consciência, se absterem de votar."
Ricardo Araújo Pereira, Boca do Inferno, Visão nº 847
Ricardo Araújo Pereira, Boca do Inferno, Visão nº 847
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ler Portugal
Hoje ao almoço, frente ao Mosteiro da Batalha, estive a ouvir a conversa do grupo de estrangeiros que estacionou na mesma esplanada que eu. Eram americanos, creio.
O grupo tinha «marinheiros de primeira viagem» e outros que já ensaiavam umas palavrinhas em português.
Um desses dizia para os outros que não podiam ver só o Mosteiro da Batalha, tinham de ir também a Alcobaça e Nazaré.
Os outros hesitavam...que a Batalha era muito bonito...
E o «veterano» insistiu:"But it's just a chapter!"
O grupo tinha «marinheiros de primeira viagem» e outros que já ensaiavam umas palavrinhas em português.
Um desses dizia para os outros que não podiam ver só o Mosteiro da Batalha, tinham de ir também a Alcobaça e Nazaré.
Os outros hesitavam...que a Batalha era muito bonito...
E o «veterano» insistiu:"But it's just a chapter!"
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Agilidades
"- Olá! Como está? Há tanto tempo que não a via!
- É o trabalho...
- Ah, pois...Como vai o seu trabalho? Já está quase a acabar, não é?
- Nem me diga nada!...O tempo está a acabar, e...olhe...daqui a uns tempos eu vou estar a roer as unhas das mãos e dos pés!
- Devia frequentar as minhas aulas de yoga!
- Para me acalmar, não era?
- Pois...isso, também...mas, facilitava-lhe muito para roer as unhas dos pés!"
- É o trabalho...
- Ah, pois...Como vai o seu trabalho? Já está quase a acabar, não é?
- Nem me diga nada!...O tempo está a acabar, e...olhe...daqui a uns tempos eu vou estar a roer as unhas das mãos e dos pés!
- Devia frequentar as minhas aulas de yoga!
- Para me acalmar, não era?
- Pois...isso, também...mas, facilitava-lhe muito para roer as unhas dos pés!"
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Relações Fortes
Património é o contrário de Matrimónio?
Relação há, sem dúvida, pois o Matrimónio tem, normalmente, influência no Património - por acrescento ou delapidação súbita.
Relação há, sem dúvida, pois o Matrimónio tem, normalmente, influência no Património - por acrescento ou delapidação súbita.
terça-feira, 26 de maio de 2009
A comida como assunto (para reflectir, ou talvez não...)
"O sábio fala das ideias,
o inteligente, dos factos
o vulgar fala do que come"
Provérbio Chinês
"Somos o que comemos.
Uns antes, outros após a digestão"
Georges Najjar Jr., Desaforismos
o inteligente, dos factos
o vulgar fala do que come"
Provérbio Chinês
"Somos o que comemos.
Uns antes, outros após a digestão"
Georges Najjar Jr., Desaforismos
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