que é impossível dizer coisas sobre elas...a não ser citando as suas palavras.
Estive a ver Edgar Morin, 88 anos, em entrevista - em Português! - na RTPN.
"O dever principal da educação é de armar cada um para o combate vital para a lucidez."
"Se soubermos compreender antes de condenar, estaremos no caminho da humanização das relações humanas."
"O conhecimento é a navegação num oceano de incertezas, entre arquipélagos de certezas."
Todas estas frases foram colhidas no livro "Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro", escrito após uma solicitação da UNESCO, em 1999.
Fascinante!
Será que as palavras ficam presas no tempo? Terão as palavras alguma coisa a ver com a moda, efémera e volátil? Evocações do passado também poderão ser palavras que, outrora, marcaram tanto o nosso quotidiano como o som do chiar do baloiço, o pregão da “língua da sogra” na praia ou o cheiro do cozido à portuguesa ao domingo?... Procurar e (re)contextualizar palavras, embalarmo-nos nelas, divagar sobre elas, são alguns dos objectivos deste projecto. Por puro prazer!
domingo, 24 de maio de 2009
Em tempo de eleições
fala-se sempre em questões de memória: que a memória é curta...que o que fica são as últimas impressões...blá, blá, blá. Reencontram-se caras e discursos, procura-se na memória outras campanhas e associar rostos e episódios...
E, nem de propósito, naquele livro que já aqui referi, encontro a seguinte definição:
"MEMÓRIA
Você pode não se lembrar do nome de nenhum político, mas, com certeza, alguns deles você lembra de quem são filhos."
Georges Najjar Jr, Desaforismos, p. 82
E, nem de propósito, naquele livro que já aqui referi, encontro a seguinte definição:
"MEMÓRIA
Você pode não se lembrar do nome de nenhum político, mas, com certeza, alguns deles você lembra de quem são filhos."
Georges Najjar Jr, Desaforismos, p. 82
Etiquetas:
Palavras à Medida,
Palavras de Outros
sábado, 23 de maio de 2009
Amar assim...
"Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou"
Alegria, composição de Arnaldo Antunes, Maria Bethânia, Imitação da Vida, 1997
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou"
Alegria, composição de Arnaldo Antunes, Maria Bethânia, Imitação da Vida, 1997
sexta-feira, 22 de maio de 2009
As Voltas que a Vida dá!...
Eu sei, é um lugar-comum. Mas...às vezes...se ele é comum é porque acontece muitas vezes... e não vejo outra forma de traduzir o que senti há pouquinho.
Eu conto (afinal foi para isso que comecei este 'post').
Na minha hora de almoço tento sempre encontrar algo na televisão para me fazer companhia. Como costumo almoçar bastante tarde esbarro com uns programas de entretenimento (dizem eles, porque a mim não me entretêm) em que umas pessoas guincham e rodopiam nos vários canais nacionais e uma qualquer abordagem de um tema da actualidade no canal 2, o que também é maçador para acompanhar e colorir uma refeição.
Normalmente "estaciono" no Cartoon Network e actualizo o meu repertório de Scooby Doos e de Top Cats, mas hoje estava a começar um filme no canal Hollywood e eu parei ali. Era o "You've got a message", com a Meg Ryan e o Tom Hanks. Fiquei a ver um bocadinho e a recordar a primeira vez que vi o filme, em que tudo aquilo me parecia uma história muito americana, quase ficção científica para mim.
Depois, levantei-me da mesa do almoço e dirigi-me à do computador para recomeçar o trabalho. Liguei o 'Messenger' para ver se algum dos amigos estava online e teria algo para me dizer e fiz uma ronda por alguns blogues antes de me decidir a reiniciar a escrita do meu trabalho.
Conhecem outra maneira para descrever esta situação além do lugar-comum com que intitulei isto? Eu não!
(E também é uma alegria quando I've got a message, of course!)
Eu conto (afinal foi para isso que comecei este 'post').
Na minha hora de almoço tento sempre encontrar algo na televisão para me fazer companhia. Como costumo almoçar bastante tarde esbarro com uns programas de entretenimento (dizem eles, porque a mim não me entretêm) em que umas pessoas guincham e rodopiam nos vários canais nacionais e uma qualquer abordagem de um tema da actualidade no canal 2, o que também é maçador para acompanhar e colorir uma refeição.
Normalmente "estaciono" no Cartoon Network e actualizo o meu repertório de Scooby Doos e de Top Cats, mas hoje estava a começar um filme no canal Hollywood e eu parei ali. Era o "You've got a message", com a Meg Ryan e o Tom Hanks. Fiquei a ver um bocadinho e a recordar a primeira vez que vi o filme, em que tudo aquilo me parecia uma história muito americana, quase ficção científica para mim.
Depois, levantei-me da mesa do almoço e dirigi-me à do computador para recomeçar o trabalho. Liguei o 'Messenger' para ver se algum dos amigos estava online e teria algo para me dizer e fiz uma ronda por alguns blogues antes de me decidir a reiniciar a escrita do meu trabalho.
Conhecem outra maneira para descrever esta situação além do lugar-comum com que intitulei isto? Eu não!
(E também é uma alegria quando I've got a message, of course!)
Etiquetas:
Palavras à Medida,
Partículas de Felicidade
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Receita para a Vida
"Ontem à noite, pus-me a reflectir
nas coisas da vida, em vez de dormir
(...)
Não fosse o sentido de humor apurado
que me faz viver um sonho acordado
não via tão claro o sentido da vida
e tudo seria bem mais complicado"
Utilidade do Humor, letra de Carlos Tê para interpretação dos Clã
nas coisas da vida, em vez de dormir
(...)
Não fosse o sentido de humor apurado
que me faz viver um sonho acordado
não via tão claro o sentido da vida
e tudo seria bem mais complicado"
Utilidade do Humor, letra de Carlos Tê para interpretação dos Clã
Etiquetas:
Palavras Cantadas,
Partículas de Felicidade
O Medo deixa destinos por cumprir...
"Quando o carteiro chegou,
e o meu nome gritou,
com uma carta na mão.
Ante surpresa tão rude,
nem sei como pude
chegar ao portão.
(...)
Porém não tive coragem
de abrir a mensagem
porque na incerteza,
eu meditava e dizia:
Será de alegria? Será de tristeza?
Tanta verdade risonha
ou mentira tristonha,
uma carta nos traz.
Assim, pensando rasguei, sua carta
e queimei, para não sofrer mais."
Mensagem, de Cícero Nunes e Aldo Cabral, cantado por Maria Bethânia em Imitação da Vida (1997)
e o meu nome gritou,
com uma carta na mão.
Ante surpresa tão rude,
nem sei como pude
chegar ao portão.
(...)
Porém não tive coragem
de abrir a mensagem
porque na incerteza,
eu meditava e dizia:
Será de alegria? Será de tristeza?
Tanta verdade risonha
ou mentira tristonha,
uma carta nos traz.
Assim, pensando rasguei, sua carta
e queimei, para não sofrer mais."
Mensagem, de Cícero Nunes e Aldo Cabral, cantado por Maria Bethânia em Imitação da Vida (1997)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Não se encolher no «Portugal dos pequeninos»
Foi ontem a Gala dos Globos de Ouro da SIC. Um grande espectáculo, por sinal.
Fez-me ter saudades daqueles espectáculos de «Variedades», em que passavam os nossos artistas, nós cantarolávamos qualquer coisa e comentávamos os fatos, as medidas e os rejuvenescimentos ou envelhecimentos...daqueles espectáculos que toda a gente comentava no dia a seguir... no tempo do monocanal, claro. Quer dizer, no meu tempo sempre foram dois, mas toda a gente comentava os programas do primeiro e muito poucos os do segundo...
Bem, mas não foi uma nota nostálgica que eu resolvi «postar» (isto já é verbo?) aqui. Muito pelo contrário. Foi uma nota de admiração pela coragem do nosso Feio, que eu ontem achei Lindo.
Começando pelo princípio: António Feio foi convidado para entregar um Globo de Ouro. Ele nunca recebeu nenhum, facto notado por Barbie Guimarães, anfitriã da noite.
Comportando-se como se estivesse ali para o receber, António Feio efectuou alguns agradecimentos e, em meu entender, deu uma «bofetada com luva de pelica» ao país, aos liliputianos (e às liliputianas também, claro) que fazem disto, às vezes, um «Portugal dos Pequeninos».
O António Feio foi então um Gulliver ao agradecer ao seu pâncreas, pois parece ser graças a ele que tem sido ultimamente convidado para todo o lado, saído em tudo o que é comunicação social (e também no Jornal 24 horas) e foi até capa de revista!...
Fiquei muito emocionada com a força e a coragem daquele homem que, em vez de se agachar e agradecer muito o interesse que toda a papelada tem tido pela doença dele, basicamente para o declarar «com os pés para a cova», acusou o país (com muita elegância e humor) de um certo gosto necrófilo, que só se interessa pelas pessoas quando lhes cheira a morte, a desgraça, a vale de lágrimas, a fatalismo, a um fado desgraçado qualquer.
Grande António Feio, que não só se propõe enfrentar a doença, como o país que passa de leve pelo seu excelente trabalho e faz reportagens de fundo com os seus problemas de saúde; ignora aquilo por que ele é responsável, e explora aquilo de que ele não tem culpa nenhuma.
Não só Feio, como Forte. Forte e Feio, como o título do seu livro.
E infinitamente Lindo pela coragem demonstrada!
Fez-me ter saudades daqueles espectáculos de «Variedades», em que passavam os nossos artistas, nós cantarolávamos qualquer coisa e comentávamos os fatos, as medidas e os rejuvenescimentos ou envelhecimentos...daqueles espectáculos que toda a gente comentava no dia a seguir... no tempo do monocanal, claro. Quer dizer, no meu tempo sempre foram dois, mas toda a gente comentava os programas do primeiro e muito poucos os do segundo...
Bem, mas não foi uma nota nostálgica que eu resolvi «postar» (isto já é verbo?) aqui. Muito pelo contrário. Foi uma nota de admiração pela coragem do nosso Feio, que eu ontem achei Lindo.
Começando pelo princípio: António Feio foi convidado para entregar um Globo de Ouro. Ele nunca recebeu nenhum, facto notado por Barbie Guimarães, anfitriã da noite.
Comportando-se como se estivesse ali para o receber, António Feio efectuou alguns agradecimentos e, em meu entender, deu uma «bofetada com luva de pelica» ao país, aos liliputianos (e às liliputianas também, claro) que fazem disto, às vezes, um «Portugal dos Pequeninos».
O António Feio foi então um Gulliver ao agradecer ao seu pâncreas, pois parece ser graças a ele que tem sido ultimamente convidado para todo o lado, saído em tudo o que é comunicação social (e também no Jornal 24 horas) e foi até capa de revista!...
Fiquei muito emocionada com a força e a coragem daquele homem que, em vez de se agachar e agradecer muito o interesse que toda a papelada tem tido pela doença dele, basicamente para o declarar «com os pés para a cova», acusou o país (com muita elegância e humor) de um certo gosto necrófilo, que só se interessa pelas pessoas quando lhes cheira a morte, a desgraça, a vale de lágrimas, a fatalismo, a um fado desgraçado qualquer.
Grande António Feio, que não só se propõe enfrentar a doença, como o país que passa de leve pelo seu excelente trabalho e faz reportagens de fundo com os seus problemas de saúde; ignora aquilo por que ele é responsável, e explora aquilo de que ele não tem culpa nenhuma.
Não só Feio, como Forte. Forte e Feio, como o título do seu livro.
E infinitamente Lindo pela coragem demonstrada!
Etiquetas:
Palavras à Medida,
Palavras de Outros,
Palavras Sábias
Subscrever:
Mensagens (Atom)