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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cruzeiro Seixas: Um Surrealista, meu conterrâneo


Era um pássaro alto como um mapa
e que devorava o azul
como nós devoramos o nosso amor.

Era a sombra de uma mão sozinha
num espaço impossivelmente vasto
perdido na sua própria extensão.

Era a chegada de uma muito longa viagem
diante de uma porta de sal
dentro de um pequeno diamante.

Era um arranha-céus
regressado do fundo do mar.

Era um mar em forma de serpente
dentro da sombra de um lírio.

Era a areia e o vento
como escravos
atados por dentro ao azul do luar.



Poema (1950) colhido em:
http://canaldepoesia.blogspot.com/2008/10/cruzeiro-seixas-poema.html

Serigrafia (2007), colhida em:

Facebook, Cruzeiro Seixas, Mestre do Surrealismo Português

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Objectiva ou Subjectiva?


Com a objectiva da minha máquina captei esta imagem e pensei publica-la aqui.

Não sei se lhe coloque uma legenda objectiva, tipo: «Restaurante Chinês no Algarve», ou uma legenda subjectiva, do género «Espaço Orientalizante do País do Verão»...
Ah...que graça tem ser objectiva? Para isso estava lá a máquina e mesmo essa...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

«Perfume de Mulher»

Crónicas de um passeio na Primavera, sem relógio nem telemóvel:












(colhidas em jardins na Marinha Grande)



terça-feira, 4 de maio de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Vai uma limonada?



(Directamente do produtor)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Inspiração




(Sé de Lisboa)

Fim de Tarde

Na beira-mar o céu começou a chorar devagarinho, umas lágrimas moles, grandes, preguiçosas...
Dir-se-ia que recordava a necessidade de chorar um desgosto, já muito gasto... um desgosto tão profundo que tinha de ser chorado eternamente, mas para o qual as forças lhe faltavam.
O céu derramava sobre o mar lágrimas choradas devagarinho, sem convicção, sem energia...Por isso não perturbava os barcos que saíam para a pesca deslizando nas águas calmas, estranhamente desertas de gaivotas.
As gotas não assustaram os namorados que se beijavam ou os passeantes de cães. Ninguém estugou o passo ou se recolheu sob um toldo.
Tive pena do céu, a chorar sozinho, sem ninguém que fosse sensível ao seu sofrimento. Em solidariedade, puxei o carapuço do impermeável, mas mantive o ritmo dos meus passos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

À Porta da Sé de Lisboa



"Lisboa nasceu, pertinho do céu
Toda embalada na fé
Lavou-se no rio, ai ai ai menina
Foi baptizada na Sé!"

Marcha do Centenário

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nasceu um Príncipe

O pai dirá bébé, a mãe dirá neném. Com qual se identificará ele? Quais as primeiras palavras que dirá? Como pronunciará o nome? Com o 'c' mais arrastado, quase ciciado, na bonita pronúncia brasileira da mãe ou no mais tradicional português do pai?
Tem um nome grande e bonito o príncipe. Quando o souber dizer, estará hábil com as palavras e as diferentes entoações de um e de outro lado do Atlântico. Como um descobridor de outros tempos aventurar-se-á nas palavras, nos sotaques, nas melodias dos dicursos directos...
Por agora, o que serão as palavras para o príncipe? Deverão ser sobretudo sensações: o seio da mãe, a voz do pai, as festas nas mãozinhas minúsculas, o som do mobile, a música do cd, o toque do gorro suave na cabecita...
O que será que os bébés percebem das palavras? Será que têm um léxico próprio para descobrir o mundo?
Nasceu um príncipe. Que Deus continue a abençoar esse lar!

domingo, 11 de abril de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Para ver:

http://www.youtube.com/watch?v=nUDIoN-_Hxs

quinta-feira, 4 de março de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Gatas Borralheiras logo, logo a seguir

"Acho que isto não vai acabar bem!"